
Uma cidade da região do Uttar Pradesh, na Índia, onde muitos cristão estão a ser detidos por causa da sua religião. Foto © Adam Jones
Mais de três dezenas de cristãos, incluindo um padre, estão detidos em várias prisões do estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia, por alegadamente terem participado em atos de conversão religiosa ilegais.
A lei desse estado indiano pune as conversões religiões forçadas, exigindo que o processo de conversão seja supervisionado por funcionários governamentais.
O padre Dominic Pinto, diretor de um centro pastoral diocesano, foi detido após um grupo cristão protestante ter efetuado um momento de oração rotineiro no seu centro pastoral, o qual foi entendido como atividade de conversão em massa.
Não há, para já, perspetivas de libertação, uma vez que o pedido de fiança da maioria dos detidos foi adiado pela terceira vez consecutiva. Apenas sete conseguiram obter fiança, até ao momento, de acordo com os líderes cristãos do estado.
Um dirigente cristão, que está a apoiar os detidos, afirmou à UCA News que os pedidos de fiança se encontram pendentes em diversos tribunais, sofrendo atrasos sucessivos. “Até uma reunião de oração se tornou um crime em Uttar Pradesh”, disse o pastor Dinesh Kumar Maurya, citado pela UCA News.
Segundo o United Christian Forum, que reúne líderes cristãos de diferentes confissões, este estado indiano registou 287 dos 687 episódios de perseguição a cristãos ocorridos de janeiro a novembro de 2023, fenómeno recorrente a partir da chegada ao poder do partido nacionalista pró-hindu liderado por Narendra Modi [ver 7MARGENS]. Os cristãos representam apenas 2,4% da população do país de maioria hindu.









