O padre Robert Prevost, desde o tempo de missionário no Peru, andou sempre debaixo do olho clínico do papa Francisco – um Papa americano que adota nova nacionalidade nos Andes. Ele, matemático de formação, teólogo nas Américas e canonista para segurança de uma Igreja em crise.
O seu nome de cardeal prefeito do Dicastério dos Bispos oferecia todos os elementos para a quarta votação do Conclave. Não haveria mais dúvidas na soleníssima Capela Sistina. Na tradicional varanda central da Basílica de São Pedro, apareceu um Papa com o nome de Leão, algo tímido a falar italiano e espanhol. Era o ducentésimo sexagésimo sétimo (267º) Papa depois de Pedro, o apóstolo, que esteve no “comando” da barca por 25 a 30 anos.
Leão XIV é um papa cerebral, de grande fleuma, sereníssimo, como se viu, nestes dias, na diatribe com Trump. O Papa Leão, que é americano, disse que não tinha medo do presidente da Administração dos Estados Unidos.
Disse ainda que pregava o Evangelho e defendia a paz. Mostrou também que era um papa cristão quando recebeu, no Vaticano, Marco Rubio com mãos calorosas. Um Leão, nova estrela mediática.
O presente texto foi reproduzido na TSF e é agora publicado com a devida autorização do seu autor.
Manuel Vilas Boas é padre e jornalista.










