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Praça da Catedral de Milão. Foto

Um plano para “ruas abertas” a bicicletas e peões em Milão, como resposta anti-poluição no pós-pandemia

| 21/04/2020

Um plano para “ruas abertas” a bicicletas e peões em Milão, como resposta anti-poluição no pós-pandemia

by | 21 Abr 20

Praça da Catedral de Milão. Foto

Catedral de Milão: a autarquia quer alargar as zonas de circulação destinadas a peões e bicicletas. Foto © Parsifall/Wikimedia Commons

 

Chama-se Strade Aperte (ruas abertas), pretende “re-imaginar Milão na nova situação” pós-pandemia e é um plano para dar muito mais espaço às bicicletas e peões e retirar lugar aos automóveis, na capital da Lombardia. O projecto surge em resposta à crise pandémica e tem em conta o facto de a cidade e a região serem uma das zonas mais poluídas de Itália e terem sido uma das mais atingidas pelo surto de covid-19.

Nas últimas semanas, com o estado de emergência em que Itália tem vivido, o congestionamento de tráfego diminuiu 30 a 75%, noticia o jornal britânico The Guardian, facto que levou à substancial redução da poluição atmosférica.

A autarquia anunciou, nesta terça-feira, um plano imediato para, durante o Verão, transformar 35 quilómetros de ruas em vias cicláveis e pedonais, de modo a evitar o uso generalizado do automóvel, à medida que as pessoas começarem a regressar ao trabalho.

Marco Granelli, um vice-prefeito de Milão, justificou: “É claro que queremos reabrir a economia, mas pensamos que o devemos fazer numa base diferente da anterior.”

Há um mês, um estudo de médicos e cientistas italianos dizia que a poluição intensa pode explicar, pelo menos em parte, a difusão mais rápida do novo coronavírus, como o 7MARGENS noticiou na altura. Agora, outras duas investigações (uma alemã, outra dos EUA) apontam no mesmo sentido.

Milão, recorda The Guardian, é uma cidade pequena e densa, com 15 quilómetros de um extremo ao outro e cerca de 1,4 milhões de habitantes, 55% dos quais utilizam transportes públicos para chegar ao trabalho. O trajecto médio, no entanto, é inferior a quatro quilómetros, o que possibilita deslocações usando outros meios que não o automóvel.

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