
Semana de Angola 2015 em Arroios: na freguesia, a multiculturalidade expressa-se de muitas formas. Agora, será a vez de uma biblioteca. Foto © Junta de Freguesia de Arroios.
A Junta de Freguesia de Arroios (Lisboa) inaugurou uma Biblioteca pública dedicada ao Médio Oriente e Norte de África, com livros originais, cujo objectivo é “promover a interculturalidade” naquela freguesia lisboeta, onde vivem pessoas de quase uma centena de nacionalidades.
“A ideia foi criar uma biblioteca pública dedicada ao Médio Oriente e Norte de África, com livros escritos em árabe, persa, hebraico, em turco, em urdu, apesar dos muitos dialectos que também existem, sobretudo no Iraque”, disse à Lusa Maria João Tomás.
Professora da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), e investigadora do Observatório de Relações exteriores desta instituição académica (Observare), Maria João Tomás é uma das impulsionadoras do projecto.
Citada no portal Sapo, a responsável acrescenta que a Junta de Arroios, freguesia onde vivem mais de 90 nacionalidades, diz que a autarquia “está a promover a interculturalidade através da divulgação da cultura dos países destes imigrantes, mas também a divulgar a estas pessoas a nossa cultura”.
A doação de livros dos países envolvidos tem sido feita pelas embaixadas, em particular as representações dos Emirados Árabes Unidos, Marrocos ou Tunísia. E já estão prometidas entregas de obras pela representação da Palestina, Turquia ou Israel.
A Biblioteca Pública do Médio Oriente está situada no espaço da Biblioteca de São Lázaro, na Rua do Saco, perto do Intendente e do Martim Moniz. A inauguração oficial está prevista para Maio, dependendo da evolução da pandemia. Ficará aberta ao público em geral e inclui livros de autores portugueses traduzidos para as diferentes línguas nela incluídas.









