
A censura do lápis azul, neste caso ao Jornal do Fundão. Foto: Direitos reservados.
Usar o lápis azul, símbolo marcante da censura praticada durante o regime autoritário do Estado Novo, para desenhar livremente. Essa é a ideia do programa “A Minha Liberdade é de Todos”, dinamizado pela Comissão Comemorativa 50 anos do 25 de Abril, em parceria com a plataforma Gerador.
“Este projeto pretende contribuir para um maior conhecimento sobre a ditadura em Portugal, nomeadamente sobre a censura e os seus impactos, chamando a atenção para uma das mais relevantes conquistas de Abril: a liberdade”, afirma Maria Inácia Rezola, comissária executiva das Comemorações, num comunicado enviado ao 7MARGENS. “Esperamos também que a campanha desperte a curiosidade dos mais jovens sobre esse período da nossa história recente e os motive a convidar outras gerações a participarem na iniciativa”, acrescenta, para afirmar: “O trabalho pela preservação da memória e pela construção dos próximos 50 anos de democracia precisa de todos.”
A ideia consistirá em preencher um pequeno quadrado do tamanho de um azulejo tradicional português com um desenho, que, irá, depois, constituir um mural digital coletivo [designado Mural da Liberdade] que será divulgado em abril na página digital do projeto. No fundo, transformar-se-á um símbolo de censura e opressão, o lápis azul, num símbolo de liberdade.
Esta iniciativa será posta em prática em mais de 200 escolas do 2.º Ciclo ao Ensino Secundário de todo o país ao longo deste mês de março e aceita a colaboração de todas as pessoas, através da página digital do projecto, na qual o desenho pode ser realizado através de computador, tablet ou telemóvel. É também possível aderir à campanha através das redes sociais, seguindo as indicações descritas no site e usando a senha #aminhaliberdadeedetodos.

Imagem de “A Minha Liberdade é de Todos”, iniciativa dinamizada pela Comissão Comemorativa 50 anos do 25 de Abril.










