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Guerra e paz. Pomba do David sobre aguarela do Yaku. Pormenor
"À minha maneira, acho que já estou a promover a paz". Pomba do David sobre aguarela do Yaku (pormenor)

A palavra às crianças (3)

Mais de uma dúzia de ideias para acabar com a guerra

| 31/05/2025

Num mundo marcado por cada vez mais conflitos, lançámos a pergunta às crianças: “Como acabar com a guerra?”. Recebemos muitas sugestões.

 

A guerra podia acabar com os países a dizerem que não vale a pena fazer guerra e que já não precisam do território do outro, e a jurar (todos os países que querem a guerra) que não vai haver mais guerra e que irá haver uma revolução grande para celebrar o fim da guerra. Depois, podia-se fazer um brinde ao fim da guerra!
Sara, 8 anos

 

A guerra podia acabar quando a pessoa que começou a guerra fosse presa, fosse obrigada a parar a guerra ou fosse proibida de fazer uma guerra.
Inês, 11 anos

 

A guerra é lutar. Podia acabar a guerra com amor.
Luís, 6 anos

Ilustração do Luís sobre as respostas que deu

Ilustração do Luís sobre as respostas que deu ao 7MARGENS.

 

A guerra poderia acabar se os países aceitassem o que têm e não quisessem sempre mais.
Pedro, 8 anos

 

A guerra acaba se ficarmos amigos e tentarmos que não haja guerras.
Isabel, 7 anos

 

Para acabar com a guerra podemos dar beijinhos uns aos outros. Guerra é lutar contra as pessoas que estão a ser más com outras pessoas.
Teresinha, 6 anos

 

Crianças fazem pazes, acordo. Foto Skynesher

“A guerra acaba se ficarmos amigos.” Foto © Skynesher

A guerra podia acabar se todos fossem amigos uns dos outros. E se aqueles que fizeram algum mal aos outros lhes pedissem desculpa e não lhes voltassem a fazer mal.
Pedro, 6 anos

 

Para mim, a guerra acabava se os países que estão em guerra dividissem o dinheiro e chegassem a acordo sobre como se faz o dinheiro.
Marta, 9 anos

 

A guerra podia acabar se não houvesse alguns políticos como o Putin e o Trump.
Constança, 7 anos

 

A guerra podia acabar se aceitássemos as diferenças dos outros e víssemos o bom das outras pessoas. Assim, talvez a guerra acabasse.
Maria, 11 anos

Ilustração da Teresinha sobre as respostas que deu

Ilustração da Teresinha sobre as respostas que deu ao 7MARGENS.

 

Guerras e Paz
Nas guerras não há tempos de Paz
Há tiros a voar e famílias a rezar.

Há pessoas em luta,
Países a perder território.
E de tudo isto
O que é que resulta?

Haverá sempre um lado
Que há de vencer
Mas para isso é preciso sofrer

Armas para quê?
Não será melhor falar?
Mas para isto conseguir
É preciso alguém tentar.

Henrique, 10 anos

 

A guerra não tem sentido para mim, eu acho que devia acabar. E tenho muitas ideias de como poderia acabar a guerra:

  1. Ias ao sítio onde está o diretor da guerra e davas-lhe um abraço com muita energia e força e ele ficava muito bem, e mandava parar a guerra.
  2. Ias ter com o chefe da tropa que concordava com o senhor que queria fazer a guerra e dizias: “Você gosta de estar a ver esta gente toda a morrer, e a perderem a família, serem torturados? Por favor tenha piedade, seja piedoso, acabe com esta guerra.
  3. Imagina que viviam em guerra em Portugal e não gostavam: faziam uma manifestação – pelo menos eu faria – e o presidente aceitava. Eu ficava muito infeliz se houvesse uma guerra em Portugal. Eu ficava tão, tão triste…
    Yaku, 8 anos

Paz - Pomba do David sobre aguarela do Yaku

“Paz”. Pomba do David sobre aguarela do Yaku.

Atualmente, assistimos a terríveis guerras entre povos, grupos étnicos ou religiosos e até entre Estados, motivadas principalmente pela incompreensível falta de diálogo e de tolerância, pela enorme desigualdade social, bem como pela ausência de segurança e de verdadeira justiça.

Mas, considerando todos os males que as guerras causam, não seria melhor pensarmos em maneiras mais humanas de evitá-las?

Se conhecermos as principais causas que originam essas guerras, também é possível pensarmos em ações eficazes que possam prevenir e resolver esses males, ou seja, promovendo ações que ajudem a construir a paz.

Claro que não será uma tarefa fácil, mas é possível! E deve envolver todos, os governos, as organizações internacionais e a sociedade civil.

Para isso, é essencial adotarmos ações eficazes e medidas importantes que promovam o diálogo sincero, a verdadeira tolerância e respeito pelo próximo, a educação para uma paz duradoura e a tão almejada justiça social.

Afinal, todos temos o nobre dever de contribuir para que o mundo seja um lugar mais justo, seguro e melhor para todos.

À minha maneira, acho que já estou a promover a paz, ajudando as minhas amigas e os meus colegas de escola desavindos a reconciliar-se. Nunca devemos incitar a violência!

Uma mensagem de paz muito bonita e importante foi a do Papa Leão XIV, referindo-se na sua mensagem à “paz desarmada, humilde e perseverante” e à “Igreja do diálogo e das pontes”. Uma luz que deveria iluminar a todos!
Alissa, 12 anos

 

 

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