Uma exposição do pintor saharaui Aawah Walad que é “muito mais do que uma mostra artística”, e uma conversa com ele que “convida à reflexão” sobre a luta do seu povo: são as propostas da Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental para quem estiver por Lisboa por estes dias de rentrée.
Intitulada “Tempo Zero, nem paz nem guerra”, a exposição – patente na Livraria Ler Devagar, na LxFactory, até ao dia 14 de setembro, das 10h30 às 20h30 – pretende levar aos visitantes “notas da identidade cultural e de uma resistência de cinco décadas na luta pelo direito à autodeterminação do povo saharaui, contra a ocupação do seu território por Marrocos”, adianta um comunicado enviado ao 7MARGENS.
As obras de Aawah Walad mostram o quotidiano e as condições de vida nos acampamentos de refugiados localizados na região de Tindouf (Argélia), revelando uma vivência que, segundo a a associação, é ainda “muito ignorada em Portugal”. “É um período de ‘nem paz nem guerra’ como o próprio artista o define, refletindo assim a complexidade de uma existência marcada pela resistência e pela esperança.”
Para falar sobre essa vivência e sobre o “Culturicídio” a ela associado, o autor estará na Casa do Comum, ao Bairro Alto, na sexta-feira, 12 de setembro, às 18h30. Nascido em 1990 nos campos de refugiados saharauis e pertencendo a um grupo familiar de artistas, poetas, escritores, músicos e pintores, Aawah Walad irá conduzir uma reflexão sobre o modo como a ocupação ilegal do território do seu povo se expressa também pela “manipulação e falsificação do seu património cultural”.
O autor estará também na Livraria Ler Devagar nesta quarta-feira e no próximo sábado, às 16h30 e às 18h00, para fazer visitas guiadas à exposição. A participação é gratuita, mas a inscrição obrigatória (até 24 horas antes) para o e-mail aapsaharao@gmail.com.
“Estamos certos de que, para o público português, estas iniciativas são uma oportunidade única de aproximação à riqueza cultural e humana do povo saharaui, que despertarão em todas as pessoas e organizações grande empatia e, esperamos, inquietude e solidariedade”, conclui a Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental.










