Uma história de salvação, um núcleo palpitante

| 4 Jan 2022

O Novo Testamento permanece ainda ausente dos ritmos diários dos cristãos. Como se o seu acesso fosse interdito ou reservado pelo receio do encontro com uma linguagem diferente, pela chave de acesso de uma elite de especialistas, ou pelo sentimento de pouca utilidade ou sentido que o texto nos possa proporcionar. A perda é imensa: é o núcleo vital do ser cristão que perde a sua densidade.

Nesta belíssima obra agora disponível, James Dunn – biblista britânico que dedicou a sua vida ao estudo da história do primeiro século do Cristianismo – proporciona ao leitor uma viagem através dos diversos escritos do Novo Testamento, neles buscando os traços da mensagem e da vida de Jesus. 

Graças a uma escrita simples e coloquial, facilmente o leitor se dará conta da imensa riqueza e pluralidade presente nestes breves escritos, entre Evangelhos e Cartas, dando-se conta de que a experiência cristã fala a diversas vozes, unidas nos laços da Última Ceia e do Mandamento Novo. 

O rosto e a identidade de Jesus é-nos assim apresentado como um puzzle contínuo, no qual a junção das diversas peças nos proporciona um acesso à sua história que ilumina e revela a nossa própria vida. Somos assim convidados a conhecer e mergulhar numa história de salvação cujo núcleo palpitante é Jesus de Nazaré, o Ressuscitado; uma história capaz de alimentar o caminho quotidiano e difícil dos discípulos e comunidades de hoje.

“Para os cristãos, claro, uma das características mais notáveis da história de Jesus é que a história ainda não está, de modo algum, terminada. O impacto que Jesus teve, inicialmente, no princípio do primeiro século desta era continua a exercer influência. Hoje, os cristãos proclamam, de modo mais espontâneo, que o impacto de Jesus não é, simplesmente, uma sequência de acontecimentos na história, nem, simplesmente, de ensinamentos dados vinte séculos atrás e com persistentes significado e poder.” 

Jesus Segundo o Novo Testamento, de James Dunn
Edição: Paulus, 2021, 296 pág.
16,50 €

 

Papa Francisco no Congo: A ousadia de mostrar ao mundo o que o mundo não quer ver

40ª viagem apostólica

Papa Francisco no Congo: A ousadia de mostrar ao mundo o que o mundo não quer ver novidade

O Papa acaba de embarcar naquela que tem sido descrita como uma das viagens mais ousadas do seu pontificado, mas cujos riscos associados não foram motivo suficiente para que abdicasse de a fazer. Apesar dos problemas de saúde que o obrigaram a adiá-la, Francisco insistiu sempre que queria ir à República Democrática do Congo e ao Sudão do Sul. Mais do que uma viagem, esta é uma missão de paz. E no Congo, em particular, onde os conflitos já custaram a vida de mais de seis milhões de pessoas e cuja região leste tem sido atingida por uma violência sem precedentes, a presença do Papa será determinante para mostrar a toda a comunidade internacional aquilo que ela parece não querer ver.

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Quando ambos falamos de realização humana, talvez estejamos a referir-nos a coisas diferentes. Decerto que uma pessoa com deficiência pode ser feliz, se for amada e tiver ao seu alcance um ambiente propício à atribuição de sentido para a sua existência. No entanto, isso não exclui o facto da deficiência ser uma inegável limitação a algumas capacidades que se espera que todos os seres humanos tenham (e aqui não falo de deficiência no sentido da nossa imperfeição geral).

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