Uma homenagem ao bispo António Barroso e à missionação portuguesa em forma de estátua

| 20 Out 19

Colocação da estátua de D. António Barroso, bispo do Porto (1899-1918), em Cernache do Bonjardim. Foto © Amadeu Araújo, cedida pelo autor.

 

Uma estátua dedicada à figura do missionário e bispo António Barroso é inaugurada na tarde deste domingo, 20 de Outubro (que a Igreja Católica assinala como Dia Mundial das Missões), em Cernache do Bonjardim (Sertã). A escultura, da autoria do arquitecto Alberto Nuno Craveiro, pretende homenagear também os 320 missionários que saíram do Real Colégio das Missões, entre 1856 e 1912, com todos os seus nomes gravados na base do monumento.

A estátua é uma encomenda da postulação da causa de canonização de D. António Barroso. Nascido em Remelhe (Barcelos), em 1854, Barroso foi missionário no Congo, bispo de Moçambique, Meliapor (Índia) e Porto (aqui, entre 1899 e 1918), onde se destacou na defesa da liberdade religiosa e na contestação às perseguições da I República.

Já declarado como venerável por decreto do Papa Francisco, o bispo António Barroso interveio também em debates acerca da presença das missões católicas nos territórios então colonizados por Portugal, bem como sobre a relação do catolicismo com o Estado ou sobre a renovação da vida religiosa.

A estátua em bronze, com 2,12 metros de altura, será benzida pelo actual bispo do Porto, Manuel Linda, em representação da Conferência Episcopal. Executada pela Fundação d’Arte Bernardino Inácio, de Gaia, e pelo escultor artesão Joaquim Esteves, de Barcelos, tem na sua base pedra de mármore de Vila Viçosa.

O programa prevê uma intervenção do antigo ministro da Cultura, Guilherme d’Oliveira Martins, e uma participação musical do coro de Proença-a-Nova.

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