
Robert Schuman, “um católico devoto que encarnava uma espiritualidade franciscana no seu empenhamento na justiça social”. Foto: Direitos reservados.
O arcebispo de Metz, Philippe Ballot, propôs aos católicos da sua diocese do nordeste francês uma novena de oração pela paz mundial por intercessão do político Robert Schuman, um dos “pais da Europa”, inspirador do que é hoje a União Europeia.
“Ao anunciar a iniciativa, o arcebispo Ballot referiu-se aos numerosos conflitos armados que grassam atualmente no mundo e pediu que se rezasse pelo fim de três deles em particular: os conflitos entre a Rússia e a Ucrânia, o Azerbaijão e a Arménia e o Hamas e Israel”, refere o La Croix International.
O arcebispo e o Instituto de São Bento, uma associação da diocese que lidera a causa da canonização de Schuman, organizaram os nove dias de oração entre os dias 16 e 24 de fevereiro.
Recordando o falecido estadista europeu como um “fiel arquiteto da paz que conduziu as suas atividades seculares como um apostolado”, a novena incluiu diferentes textos para meditar em cada dia e uma oração final que implorava a Deus a paz por intercessão de Schuman.
Nascido no Luxemburgo, Schuman, que tinha cidadania alemã por parte do pai, foi um dos arquitetos da reconciliação franco-alemã após a Segunda Guerra Mundial, quando foi Ministro dos Negócios Estrangeiros francês (1948-1952), recorda o La Croix.
Um antigo companheiro de Schuman contava em tempos, numa entrevista que entretanto o 7MARGENS reproduziu há três anos, como a ideia que Schuman foi alimentando, no sentido de acabar com as fronteiras entre europeus, foi forjada também por pequenas questões quotidianas, como a impossibilidade de circular de bicicleta entre as fronteiras da França, Alemanha e Luxemburgo. [ver 7MARGENS]
“Muitas vezes descrito como um dos pais fundadores da Europa, Schuman era um católico devoto que encarnava uma espiritualidade franciscana no seu empenhamento na justiça social”, lê-se no La Croix. O Papa Francisco declarou-o recentemente “venerável” depois de aprovar um decreto de junho de 2021 do Dicastério para as Causas dos Santos que reconhecia que ele viveu uma vida de “virtudes heróicas”.









