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O cardeal Bo, arcebispo de Yangon, condenou o ataque contra a igreja do Coração de Jesus, em Kayantharyar do Sul. Foto © Diocese de Yangon.

 

“Uma tragédia humanitária” – assim define o cardeal Charles Bo, arcebispo de Yangon, os últimos acontecimentos na Birmânia, no seguimento do golpe de estado liderado pela Junta Militar, no início de fevereiro.

Nos últimos dias, duas igrejas foram atingidas por bombardeamentos, matando quatro pessoas e ferindo bastantes mais, havendo ainda a lamentar a perda de vidas entre monges budistas.

As notícias, veiculadas quer pela agência Fides quer pela Asia News e UCANews, dão conta de que o cardeal Bo, que preside também à Conferência Episcopal católica, condenou o ataque contra a igreja do Coração de Jesus, em Kayantharyar do Sul, que ficou destruída parcialmente.

Os bispos católicos lamentaram as vítimas mortais e os feridos dos ataques à bomba, afirmando que “o sangue derramado não é o sangue de inimigos, mas de cidadãos deste país”. Essas vítimas “não estavam armadas e apenas protegiam as suas famílias, refugiadas dentro da igreja”, acrescentam os prelados.

A Fides dava entretanto conta de “intensos combates no estado de Kayah, no Leste da Birmânia, entre o exército regular e as Forças de Defesa Popular, “nascidas espontaneamente” para resistir à repressão militar.

Os jovens, que desde o início adotaram uma resistência ativa e pacífica face aos militares, tendo muitos deles pago com a prisão ou a vida esse gesto, estão atualmente a organizar-se como “forças populares de defesa”, um pouco por todo o país. O objetivo destas forças, segundo a agência católica, é “defender e proteger os civis, em atos de legítima defesa”.

 

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