A intenção de oração de Francisco para o mês de julho é que o sacramento da Unção dos Enfermos “se torne cada vez mais para todos um sinal visível de compaixão e esperança”, deixando de ser encarado como “um sacramento apenas para aqueles que estão prestes a morrer”.
No novo Vídeo do Papa, divulgado esta terça-feira, 2 de julho (e que pode ser visto acima), Francisco esclarece que este é “um dos ‘sacramentos da cura’, da ‘cura’, que cura o espírito”. Assim , explica o Papa, “quando o sacerdote se aproxima de uma pessoa para lhe dar a Unção dos Enfermos, não está necessariamente a ajudá-la a despedir-se da vida. Pensar assim é desistir de toda a esperança. É dar por adquirido que depois do padre vem o coveiro”, diz Francisco no vídeo.
As imagens que acompanham as palavras de Francisco – filmadas em duas dioceses dos Estados Unidos, Allentown (Pensilvânia) e Los Angeles (Califórnia) – põem em destaque diferentes contextos em que o sacramento pode ser administrado. “Entrelaçam-se duas histórias aparentemente muito diferentes em idade e situação clínica do enfermo, mas unidas pela graça do sacramento e pelo grande afeto daqueles que se reúnem em volta de quem recebe o sacramento”, sublinha a Rede Mundial de Oração do Papa, promotora da iniciativa “O Vídeo do Papa”.
O Padre Frédéric Fornos, SJ, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, salienta que, embora já haja muitas pessoas que redescobriram a profundidade do Sacramento da Unção dos Enfermos, este ainda é visto, frequentemente, como uma forma de preparar os doentes para a morte. “É isto que o Papa Francisco diz, quando recorda que, quando alguém está gravemente doente, queremos sempre adiar o sacramento da Unção dos Enfermos, pois persiste a ideia de que o coveiro chega depois do sacerdote. Por isso, o Papa Francisco deseja que este mês possamos redescobrir toda a profundidade e o verdadeiro sentido deste sacramento, não apenas como preparação para a morte, mas como um sacramento que consola os doentes em alturas de doença grave, bem como os que lhe são queridos, e dá força a quem os cuida”.










