A delegação da União Europeia (UE) em Moçambique condenou terça-feira, 25, o “incêndio criminoso”, nas instalações do jornal Canal de Moçambique, ocorrido no domingo, 23 de Agosto, pedindo às autoridades uma investigação célere, refere um comunicado citado pela Rádio Renascença.
Na nota, a delegação da UE acrescenta que os meios de comunicação social independentes, como o Canal de Moçambique, desempenham um papel crucial para a democracia no país.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, condenou também o ataque de domingo à sede do jornal, no centro do Maputo e considerou, numa mensagem publicada no Facebook, que “a liberdade de imprensa é um pilar da democracia e conquista dos moçambicanos que deve ser protegida”. Nyusi deu entretanto instruções para que o caso seja investigado e que os responsáveis compareçam perante a justiça.
Várias personalidades e instituições políticas, académicas e do meio jornalístico endereçaram também a sua solidariedade à equipa do jornal que garantiu que continuará a fazer o seu trabalho, apesar de os seus jornalistas já terem sido ameaçados e um deles ter mesmo sofrido um atentado. Os jornalistas trabalham agora na rua, debaixo de um toldo, frente ao edifício, com meios doados por várias pessoas, acrescenta o Vatican News.









