União Europeia acusada de financiar trabalho forçado em África

| 17 Abr 19

A Fundação Eritreia para os Direitos Humanos (FHRE) e a Agência Habeshia alertaram para o facto de o financiamento da União Europeia (UE) poder estar a ajudar na promoção de situações de semi-escravatura de militares jovens, através dos fundos para a construção de estradas na Eritreia, até à fronteira com a Etiópia, e que supostamente se destinam a combater a “migração irregular”.

De acordo com a agência Fides, desde 2000, ano em que a Eritreia terminou a guerra com a Etiópia, o serviço militar obrigatório passou de 18 meses para uma cláusula “em aberto”, sem prazo para o fim desta atividade. De acordo com um relatório da ONU, de 2016, há “jovens frequentemente empregados em trabalho forçado, por um longo tempo” e, de acordo com as organizações humanitárias, “numa verdadeira prisão ao ar livre”.

A UE já esclareceu que está ciente de que os jovens com idade para o serviço militar obrigatório trabalham nas estradas, mas acredita que são pagos e que inclusive, os salários aumentaram recentemente. Conforme relatam as fundações humanitárias, da Eritreia, esses “militares” recebem 120 dólares por mês, ficando com apenas 17 dólares líquidos mensais.

A FHRE já alertou a UE e avisa que pode levar a União a um tribunal internacional, por violação da sua própria Carta dos Direitos Fundamentais, se esta não deixar de financiar a construção de estradas. 

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