“Unidos contra o Desperdício”: matar a fome com a comida que sobra

| 30 Set 20

Um dos cartazes de divulgação do novo movimento cívico. 

 

Sabia que um terço dos alimentos diariamente produzidos no planeta acaba por ir parar ao lixo, ao mesmo tempo que está a aumentar o número de pessoas e comunidades que passam fome? E que, em Portugal, se calcula que um milhão de toneladas de comida são desperdiçadas?

Foi para combater o problema do desperdício alimentar que foi constituído nesta terça-feira, 29, o Movimento cívico Unidos Contra o Desperdício, que junta a rede de bancos alimentares e outras iniciativas de aproveitamento de comida, entre muitas outras organizações de cariz socio-económico e de interajuda, do setor público e privado.

“Unidos Contra o Desperdício” nasce precisamente no Dia Internacional da Consciencialização Sobre Perda e Desperdício Alimentar, instituído pela assembleia geral da ONU, tendo sido a “primeira vez” que a efeméride foi celebrada no mundo inteiro.

O movimento, diz-se no seu Manifesto, “não visa substituir nenhum ator, dá palco a todos os que lutam ativamente contra o desperdício alimentar e quer tornar habitual o aproveitamento de excedentes, alertar para perdas e desperdícios, incentivar e facilitar a doação das sobras e promover o consumo responsável”.

“Tornar habitual o aproveitamento de excedentes, alertar para perdas e desperdícios, incentivar e facilitar a doação das sobras e promover o consumo responsável” são objetivos do movimento.

 

Esta iniciativa que agora ganha expressão e dimensão em Portugal inscreve-se num grande esforço que vem sendo feito internacionalmente, nomeadamente por iniciativa da FAO (Organização para a Agricultura e a Alimentação) das Nações Unidas.

O paradoxo da fome e destruição, de um lado, e da perda e desperdício alimentar, por outro, tem sido um assunto glosado e refletido pelo Papa Francisco. “É cruel, injusto e paradoxal que hoje haja alimento para todos e que nem todos tenham acesso a eles ou que existam regiões do mundo em que o alimento é desperdiçado, deitado fora, consumido em excesso ou que a comida seja destinada a outros propósitos que não são alimentares”, escreveu, numa mensagem a propósito do Dia Mundial da Alimentação, em 2019.

O Papa denuncia a lógica de mercado que tende a considerar a comida como “mero produto do comércio, sujeito a especulações financeiras e distorcendo o seu valor cultural, social e social, marcadamente simbólico”. “Não nos podemos esquecer – alerta – de que o que acumulamos e desperdiçamos é o pão dos pobres”.

 

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