Casos remontam à década de 50

Universidade de Stanford pede desculpa por ter discriminado judeus

| 17 Out 2022

estudantes stanford university oto redtirada da página de fb da instituição

Para “melhorar a vida judaica no campus”, estão previstas ações de formação contra o preconceito, e também a oferta de um programa de refeições kosher. Foto © Stanford University.

 

A Universidade de Stanford, localizada no estado norte-americano da Califórnia e uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior no mundo, apresentou um pedido público de desculpas à comunidade judaica pelo facto de ter limitado a admissão de estudantes judeus durante a década de 50, e por não ter reconhecido esse erro no período que se lhe seguiu.

Por iniciativa da própria universidade, foi constituído no início deste ano um grupo de trabalho com o objetivo de analisar esse período da história da instituição. A equipa, liderada pelo professor Ari Y. Kelman (um dos principais especialistas em judaísmo nos Estados Unidos da América), divulgou em setembro um relatório onde se confirmava que Stanford tinha recorrido à utilização de cotas para limitar o número de estudantes judeus durante a década de 50.

“Em nome da Universidade de Stanford, desejo pedir desculpas à comunidade judaica e a toda a nossa comunidade universitária, tanto pelas ações documentadas neste relatório para suprimir a admissão de estudantes judeus na década de 1950, como pelas negações da universidade dessas ações no período que se seguiu”, pode ler-se na carta escrita pelo Presidente da universidade, Marc Tessier-Lavigne, citada no Jewish News.

Este “elemento feio da história de Stanford, confirmado pelo novo relatório, é entristecedor e profundamente preocupante. Essas ações estavam erradas. Elas foram prejudiciais. E elas não foram reconhecidos durante muito tempo”, acrescentou o responsável pela instituição.

A universidade tomou ainda a iniciativa de pedir aos elementos do grupo de trabalho que fizessem recomendações “para melhorar a vida judaica no campus”. Estão, assim, previstas ações de formação contra o preconceito, nomeadamente o antissemitismo, e também a oferta de um programa de refeições kosher (produzidas segundo as especificações da lei judaica).

 

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