Países mais vulneráveis

Vacinas em 2022: “Tarde demais para aqueles que estão a morrer hoje”

| 19 Jun 21

Vacinação no Gana contra a Covid-19. Foto: OMS.

 

Milhões de vacinas contra a Covid-19 precisam de ser doadas agora para salvar vidas e permitir que a Organização Mundial da Saúde (OMS) atinja a meta global de vacinar 70% de todas as populações nacionais até meados de 2022.

Esta foi uma das principais mensagens transmitidas aos jornalistas esta sexta-feira, dia 18, pelo responsável da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Se os países mais ricos e as empresas farmacêuticas esperarem até ao próximo ano para produzir e doar mais vacinas, será “tarde demais para aqueles que estão a morrer hoje”, avisou, citado pelos serviços noticiosos das Nações Unidas.

Ao elogiar o anúncio feito pela Guiné-Conacri, de que o último surto de doença do vírus Ébola foi contido após apenas quatro meses, Ghebreyesus sublinhou que esta era uma demonstração do que poderia ser feito numa escala muito maior com o coronavírus.

“Mesmo depois de 18 meses, o uso ineficaz de medidas sociais e de saúde pública, o aumento do convívio social e a desigualdade da vacina continuam a dar ao Covid-19 a oportunidade de sofrer mutações, espalhar-se e continuar a matar”, apontou Tedros. “O fracasso global em partilhar vacinas de forma equitativa está a alimentar uma pandemia de duas vias que agora está a afetar algumas das pessoas mais pobres e vulneráveis ​​do mundo.”

Os casos em África aumentaram 52% só na semana passada, por exemplo. “E esperamos que as coisas só piorem. Menos de 1% da população da África foi vacinada. As vacinas doadas no próximo ano serão tarde demais para aqueles que estão a morrer hoje, ou a ser infetados, ou em risco.”

 

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