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Conferência no Cairo

Vai arrancar rede internacional “Jovens Embaixadores da Paz”

| 26/04/2024

Cairo

‘A iniciativa “Jovens Embaixadores da Paz” tem por objetivo permitir que os estudantes de jornalismo, media e ciências da comunicação de todo o mundo possam “assumir um papel ativo na promoção da paz”.’ Foto © Manuel Pinto

O lançamento de uma rede internacional de “Jovens Embaixadores da Paz” que possam promover os princípios éticos da literacia mediática é uma das decisões de uma conferência internacional que decorreu nos últimos dias na capital egípcia, com participação de vários países árabes e alguns países de diferentes continentes.

A conferência, focada no tema “Literacia informativa e mediática e compreensão global: paz para todos”, realizou-se sob os auspícios da Liga dos Estados Árabes e da rede de cátedras UNITWIN da Unesco.

A iniciativa “Jovens Embaixadores da Paz” tem por objetivo permitir que os estudantes de jornalismo, media e ciências da comunicação de todo o mundo possam “assumir um papel ativo na promoção da paz”. Para tal, o projeto propõe-se dar aos estudantes “os conhecimentos e as capacidades para liderar iniciativas de construção da paz, utilizando técnicas de produção mediática, investigação e comunicação criativa”.

A apresentação desta iniciativa foi feita durante a conferência da capital egípcia pela jovem académica Sally Tayie, e de imediato assumida por um grupo de estudantes de várias instituições egípcias. Em breve prevê-se a criação de um espaço destes ‘embaixadores’ na internet, devendo o arranque efetivo ocorrer durante uma ‘escola de verão’ que se realizará em julho deste ano, na Universidade Autónoma de Barcelona.

A aposta do desenvolvimento do pensamento crítico, a exigência ética na produção e consumo de media, a resolução não violenta de conflitos e a compreensão intercultural encontram-se entre os pontos orientadores do projeto.

No leque das ações que a rede poderá vir a desenvolver estão a investigação colaborativa entre estudantes de diferentes instituições e países, particularmente no domínio da paz e da prevenção de conflitos ou realização de workshops sobre produção mediática de filmes, campanhas nas redes sociais e anúncios de utilidade pública que destaquem a paz nos media, entre outras possibilidades.

A criação da rede “Jovens Embaixadores da Paz” figura em lugar de destaque numa assim chamada “Declaração do Cairo” que foi aprovada na sessão final da Conferência desta semana, a qual considera crucial que os jovens sejam “os protagonistas da compreensão e da paz mundiais” e “líderes da mudança para uma esfera mediática internacional capaz de alcançar a compreensão e a paz”.

Nesse documento, defende-se a ideia de alargar o âmbito do movimento da literacia informativa e mediática (MIL, do acrónimo de Media and Information Literacy), de modo a “colocar os objectivos da paz, do respeito e da compreensão global no centro” desse movimento e procurando que essa orientação  venha a informar projectos, comunidades e instituições.

Trata-se, ao fim e o cabo, de “construir uma nova agenda de pesquisa e investigação para o campo da MIL, baseada na cooperação transnacional, na pesquisa participativa e numa abordagem de resolução de problemas”, faz notar a Declaração, apresentada pelos dois protagonistas centrais da Conferência do Cairo – os professores Sami Tayie, da Universidade do Cairo e presidente do capítulo árabe da MIL Alliance, da Unesco, e José Manuel Pérez Tornero, da Universidade Autónoma de Barcelona e diretor da cátedra UNITWIN, também da Unesco.

Cairo

‘A criação da rede “Jovens Embaixadores da Paz” figura em lugar de destaque numa assim chamada “Declaração do Cairo” que foi aprovada na sessão final da Conferência desta semana, a qual considera crucial que os jovens sejam “os protagonistas da compreensão e da paz mundiais” e “líderes da mudança para uma esfera mediática internacional capaz de alcançar a compreensão e a paz”.’ Foto © Manuel Pinto

 

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