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Igreja de Santa Engrácia, Património
Igreja de Santa Engrácia, Lisboa, 2015. Fotografia © Miguel Veiga

Dez anos da Laudato Si', cinco anos da Fratelli tutti (3-4/32)

Vamos cuidar do planeta que respeite a dignidade das pessoas

| 27/06/2025

Para evocar o décimo aniversário da Laudato Si’ e o quinto da Fratelli Tutti, duas importantes encíclicas do Papa Francisco, o 7MARGENS publica entre o dia 18 de junho (data da publicação da Laudato Si’) e 4 de outubro (dia da publicação da Fratelli Tutti) 32 quadros com uma fotografia e um tema, acompanhado de uma frase de ambos os documentos, com o mote “Vamos cuidar do planeta”.

 

Vamos cuidar do planeta… (3/32)
… que promova a igualdade

Igreja de Santa Engrácia, Património

Igreja de Santa Engrácia, Lisboa, 2015. Fotografia © Miguel Veiga

A desigualdade não afecta apenas os indivíduos, mas países inteiros, e obriga a pensar numa ética das relações internacionais. Com efeito, há uma verdadeira “dívida ecológica”, particularmente entre o Norte e o Sul, ligada a desequilíbrios comerciais com consequências no âmbito ecológico e com o uso desproporcionado dos recursos naturais efectuado historicamente por alguns países. As exportações de algumas matérias-primas para satisfazer os mercados no Norte industrializado produziram danos locais. [LS 51]

[…] É necessário que os países desenvolvidos contribuam para resolver esta dívida, limitando significativamente o consumo de energia não renovável e fornecendo recursos aos países mais necessitados para promover políticas e programas de desenvolvimento sustentável. As regiões e os países mais pobres têm menos possibilidade de adoptar novos modelos de redução do impacto ambiental, porque não têm a preparação para desenvolver os processos necessários nem podem cobrir os seus custos. Por isso, deve-se manter claramente a consciência de que a mudança climática tem responsabilidades diversificadas e, como disseram os bispos dos Estados Unidos, é oportuno concentrar-se «especialmente sobre as necessidades dos pobres, fracos e vulneráveis, num debate muitas vezes dominado pelos interesses mais poderosos». É preciso revigorar a consciência de que somos uma única família humana. Não há fronteiras nem barreiras políticas ou sociais que permitam isolar-nos e, por isso mesmo, também não há espaço para a globalização da indiferença. (LS 52)

 

Vamos cuidar de um planeta… (4/32)
…que respeite a dignidade das pessoas 

Igreja de Santa Engrácia, Património

Igreja de Santa Engrácia, Lisboa, 2015. Fotografia © Miguel Veiga

Por conseguinte, ninguém pode ser excluído; não importa onde tenha nascido, e menos ainda contam os privilégios que outros possam ter porque nasceram em lugares com maiores possibilidades. Os confins e as fronteiras dos Estados não podem impedir que isto se cumpra. Assim, como é inaceitável que uma pessoa tenha menos direitos pelo simples facto de ser mulher, de igual modo é inaceitável que o local de nascimento ou de residência determine, de por si, menores oportunidades de vida digna e de desenvolvimento. (FT 121)                                          

«O desenvolvimento não deve orientar-se para a acumulação sempre maior de poucos, mas há de assegurar “os direitos humanos, pessoais e sociais, económicos e políticos, incluindo os direitos das nações e dos povos.» O direito de alguns à liberdade de empresa ou de mercado não pode estar acima dos direitos dos povos e da dignidade dos pobres; nem acima do respeito pelo ambiente, pois «quem possui uma parte é apenas para a administrar em benefício de todos”. (FT 122)

 

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O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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