Vaticano condena “invisibilidade” de 50 milhões de deslocados internos

| 6 Mai 20

Campo de desclocados internos em Dohuk, no norte do Iraque, gerido pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR): estas pessoas devem ser apoiadas, promovidas e reintegradas, defende o Vaticano. Foto © ACNUR

 

A pandemia de covid-19 veio agravar a situação dos deslocados internos, remetendo-os a uma situação de “invisibilidade”, somando-se aos problemas já existentes, considera o cardeal Michael Czerny, responsável da secção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, da Santa Sé, a propósito de um documento que fala da situação dos 50 milhões de deslocados internos e refugiados no mundo.

No texto, apresentado terça-feira, no Vaticano, propõem-se orientações aprovadas pelo Papa, de modo a que as instituições da Igreja assumam “este novo desafio”, com o objectivo de travar os ataques de natureza xenófoba, refere a agência Ecclesia.

Os refugiados, migrantes e deslocados internos “são uma parte essencial da forma como vivemos”, em trabalhos na área da saúde, agricultura ou atividades comerciais, afirma o cardeal.

No documento de 54 páginas, construído em volta dos verbos que o Papa tem usado – acolher, proteger, promover e integrar – cita-se profusamente o magistério católico, refere o jornal La Croix.

O cardeal Czerny pediu que aquelas pessoas sejam “apoiadas, promovidas e acabem por ser reintegradas, para que possam desempenhar um papel construtivo no seu país, mesmo sabendo que causas muito fortes, tanto naturais como causas humanas injustas, os forçaram a sair de casa e a refugiar-se noutro lugar, dentro do seu próprio país”.

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