Vaticano e diocese de Hong Kong vítimas de ataques informáticos da China

| 29 Jul 20

ataque informatico hackers, Foto_ Joseph Eddins_US Air Force

Os ataques informáticos da China visaram também grupos pró-democratas em Hong Kong e instituições ligadas à Igreja. Foto: Joseph Eddins/US Air Force.

 

Numa altura em que aumentam as especulações sobre a renovação do acordo provisório entre a Santa Sé e a China, que expira em setembro, a Organização Não Governamental norte-americana Redorded Future descobriu que o Vaticano e a diocese de Hong Kong terão sido alvo de ataques por parte de pitratas informáticos chineses.
De acordo com o relatório da Recorded Future, divulgado esta terça-feira, 28 de julho, os ataques informáticos estão a ser levados a cabo pelo grupo RedDelta, apoiado pelo Estado chinês, e começaram em maio passado, visando também grupos pró-democratas em Hong Kong e instituições ligadas à Igreja, como é o caso do Instituto Pontifício para as Missões Estrangeiras, em Itália.
Um artigo no jornal New York Times (disponível apenas para assinantes) avança que a vigilância e ataques informáticos contra o Vaticano têm como objetivo obter informação privilegiada com vista às negociações de um potencial novo acordo entre a China e a Santa Sé, inicialmente previstas para julho e que terão sido adiadas para setembro.
Os ataques farão ainda parte de uma estratégia política por parte do Partido Comunista Chinês de tentar controlar as comunicações e crescimento de grupos religiosos minoritários no país, como os uigures muçulmanos ou os budistas do Tibete.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Wenbin, já negou qualquer tipo de envolvimento nestes ataques, apelidando o relatório da Recorded Future de “especulativo”. Pequim nega ainda a existência de programas financiados pelo Estado que visam a vigilância informática de outros países ou instituições.

 

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