
Dez milhões de vítimas de tráfico humano têm menos de 18 anos. Foto © ONU
O reforço da parceria e cooperação entre Estados é uma das “armas” mais eficazes para combater o tráfico de pessoas, afirmou o bispo Janusz Urbanczyk, observador permanente da Santa Sé junto da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), num discurso perante o Conselho Permanente da organização.
As vítimas de tráfico estão “entre as pessoas mais desumanizadas e descartadas do mundo de hoje, em todos os cantos do globo”, afirmou o responsável, citado pelo Vatican News.
O tráfico de seres humanos “é uma praga terrível, um flagelo aberrante, uma ferida aberta no corpo da sociedade contemporânea”, sobre a qual há uma “ignorância generalizada”, disse ainda Janusz Urbanczyk. Isto, apesar das mais de 40 milhões de vítimas de tráfico ou exploração (das quais um quarto, 10 milhões, com menos de 18 anos, enquanto uma criança em cada 20 vítimas de exploração sexual no mundo tem menos de oito anos de idade).
O observador da Santa Sé junto da OSCE acrescentou que, a agravar tudo o que já existia neste âmbito, a pandemia de covid-19 “mudou os padrões habituais de tráfico e exploração”, intensificando o uso da comunicação e manipulação em linha, e “também exacerbou e destacou as desigualdades económicas e sociais sistémicas e profundas que estão entre as causas do tráfico de seres humanos”.










