Polónia

Vaticano sanciona mais um bispo por encobrimento de crimes de pedofilia

| 21 Ago 2021

Marian Gołębiewski, foto diocese wroclaw

Marian Gołębiewski, 83, fica afastado de quaisquer celebrações públicas e deverá doar “uma quantia apropriada” dos seus fundos pessoais a uma instituição católica de proteção de menores. Foto © Diocese de Wroclaw.

 

O Vaticano voltou a sancionar um bispo católico polaco por ter encoberto atos de pedofilia cometidos por membros do clero naquele país. Trata-se de Marian Gołębiewski, ex-arcebispo de Wroclaw, e a sua condenação foi anunciada este sábado, 21 de agosto, num comunicado daquela diocese, divulgou a Catholic News Agency.

Gołębiewski, 83, e reformado do cargo de arcebispo desde 2013, está agora proibido de participar “em quaisquer cerimónias públicas, tanto religiosas quanto seculares”, e “como penitência” deverá doar “uma quantia apropriada” dos seus fundos pessoais a uma instituição católica de proteção de menores.

“No seguimento de notificações formais a Santa Sé conduziu um procedimento relativo à alegada negligência do arcebispo Marian Gołębiewski em casos de abusos sexuais de menores por certos padres”, pode ler-se no comunicado. Os factos terão ocorrido de 2004 a 2013, quando Gołębiewski chefiava a arquidiocese de Wroclaw, e também de 1996 a 2004, época em que foi bispo de Koszalin-Kolobrzeg.

Em março deste ano, também na Polónia, tinham já sido aplicadas sanções ao arcebispo Sławoj Głódź e ao bispo Edward Janiak por negligência no tratamento de casos de abusos sexuais de menores nas suas dioceses. Dois meses depois, pelos mesmos motivos, eram impostas penalizações ao bispo Tadeusz Rakoczy, e o Papa Francisco aceitava o pedido de renúncia do bispo Jan Tyrawa, de 72 anos, no final de uma investigação por má gestão de vários casos de pedofilia.

De acordo com um relatório da Igreja da Polónia, apresentado no passado mês de junho, entre 1958 e 2020 houve 292 padres que abusaram de 368 menores naquele país.

 

Papa Francisco no Congo: A ousadia de mostrar ao mundo o que o mundo não quer ver

40ª viagem apostólica

Papa Francisco no Congo: A ousadia de mostrar ao mundo o que o mundo não quer ver novidade

O Papa acaba de embarcar naquela que tem sido descrita como uma das viagens mais ousadas do seu pontificado, mas cujos riscos associados não foram motivo suficiente para que abdicasse de a fazer. Apesar dos problemas de saúde que o obrigaram a adiá-la, Francisco insistiu sempre que queria ir à República Democrática do Congo e ao Sudão do Sul. Mais do que uma viagem, esta é uma missão de paz. E no Congo, em particular, onde os conflitos já custaram a vida de mais de seis milhões de pessoas e cuja região leste tem sido atingida por uma violência sem precedentes, a presença do Papa será determinante para mostrar a toda a comunidade internacional aquilo que ela parece não querer ver.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

 

Normas inconstitucionais

Eutanásia: CEP e Federação Portuguesa pela Vida saúdam decisão do TC novidade

O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) saudou a decisão do Tribunal Constitucional (TC), que declarou inconstitucionais algumas das normas do decreto sobre a legalização da eutanásia. “A decisão do TC vai ao encontro do posicionamento da CEP, que sempre tem afirmado a inconstitucionalidade de qualquer iniciativa legislativa que ponha em causa a vida, nomeadamente a despenalização da eutanásia e do suicídio assistido”, disse à agência Ecclesia o padre Manuel Barbosa.

Eutanásia: CEP e Federação Portuguesa pela Vida saúdam decisão do TC

Normas inconstitucionais

Eutanásia: CEP e Federação Portuguesa pela Vida saúdam decisão do TC novidade

O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) saudou a decisão do Tribunal Constitucional (TC), que declarou inconstitucionais algumas das normas do decreto sobre a legalização da eutanásia. “A decisão do TC vai ao encontro do posicionamento da CEP, que sempre tem afirmado a inconstitucionalidade de qualquer iniciativa legislativa que ponha em causa a vida, nomeadamente a despenalização da eutanásia e do suicídio assistido”, disse à agência Ecclesia o padre Manuel Barbosa.

Debate: Deficiência, dignidade e realização humana

Debate: Deficiência, dignidade e realização humana novidade

Quando ambos falamos de realização humana, talvez estejamos a referir-nos a coisas diferentes. Decerto que uma pessoa com deficiência pode ser feliz, se for amada e tiver ao seu alcance um ambiente propício à atribuição de sentido para a sua existência. No entanto, isso não exclui o facto da deficiência ser uma inegável limitação a algumas capacidades que se espera que todos os seres humanos tenham (e aqui não falo de deficiência no sentido da nossa imperfeição geral).

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This