Vera Araújo e Chiara Lubich, fundadora dos Focolares: o amor como resposta ao individualismo e nacionalismos

| 30 Set 2020

Vera Araújo: “muito feliz” com a escolha do tema da fraternidade para a nova encíclica do Papa Francisco, que será divulgada no domingo. 

 

A globalização trouxe, a par de realidades positivas, alguns factores de desequilíbrio e carência que a pandemia não fez senão agravar: o “individualismo exacerbado”, olhando para si mesmo como algo de muito importante; o “nacionalismo doentio” e radicalizado como “identidade do grupo” que “alimenta o radicalismo ideológico”; e a “incapacidade relacional” no contacto.

Em conversa com o 7MARGENS, a convite do Movimento dos Focolares – Portugal, a socióloga e advogada brasileira Vera Araújo, que integra o centro de estudos Scuola Abbá, falava deste modo de alguns desafios que se colocam a cristãos e a todas as pessoas de boa vontade, interessadas em construir um mundo mais unido.

A conversa será transmitida nesta quinta-feira, 1 de Outubro, a partir das 21h30, no canal dos Focolares no YouTube, integrada num ciclo de iniciativas dedicadas ao pensamento de Chiara Lubich, fundadora dos Focolares, a propósito do centenário do seu nascimento, que se assinalou a 20 de Janeiro último.

Vera Araújo tinha 20 anos quando conheceu Chiara, que morreu em 14 de Março de 2008. Nessa altura, tinha o ideal de acabar com as desigualdades que a rodeavam no Brasil. Durante anos, Vera acompanhou Chiara nas dinâmicas internacionais dos Focolares durante largos anos, tendo regressado ao seu país há quatro anos.

Os desafios de Jesus nascem do “radicalismo do amor, do amor-ágape, do amor que se doa, que constrói”, defende Vera Araújo, a propósito dos pactos inter-geracionais que a mensagem de Chiara pode ajudar a criar neste tempo. O radicalismo que “supera o racismo ou o sexismo”, que toma iniciativa de ir ao encontro do outro e que pretende fazer-se um “tu”, para “entrar na cultura e na cabeça do outro” ou, mesmo, amar o inimigo.

Jovens desempregados ou a viver precariamente e idosos abandonados podem aproximar-se nesse desamparo em que se encontram, diz Vera Araújo na conversa.

A propósito da publicação da próxima encíclica do Papa, dedicada ao tema da fraternidade, Vera Araújo manifesta-se muito feliz com a escolha do tema, e defendendo a sua importância para o mundo. A fraternidade tem como efeito a igualdade, diz. “A liberdade e a igualdade sem a fraternidade não funcionam. Mas a fraternidade faz funcionar a liberdade e a igualdade.”

O registo da conversa com Vera Araújo pode ser visto a seguir: 

 

 

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