
O Papa Francisco na missa de encerramento do Sínodo, com os paramentos evocativos da Amazónia: uma homenagem a um bioma em crise. Foto © Vatican Media
O Papa e os bispos que estiveram nesta manhã de domingo na celebração da missa de encerramento do Sínodo dos Bispos usaram vestes litúrgicas em homenagem à Amazónia, que caminha a passos largos para a destruição. Os paramentos foram criados pelo artista brasileiro Juan Gabriel Albuquerque Ramos, de Manaus, que pretendeu, com os diferentes tons de verde, reflectir também a essência do Sínodo dos Bispos, com as diferentes perspectivas e expressões da mesma fé, promovendo o diálogo e a sinergia entre os membros da Igreja, como diz a nota publicada pelo Vatican News.
De facto, os tons das vestes oscilavam entre um verde mais claro das vestes do Papa, associados às folhas mais jovens das árvores, enquanto os tons mais escuros remetiam para as folhas e as árvores mais antigas. Um detalhe simbólico que pretendia criar uma harmonia visual nos paramentos, celebrando a variedade presente na Amazónia, dizia ainda a nota do Vatican News.
Desse modo, a gama cromática pretendia ainda simbolizar as diferentes espécies de árvores da floresta amazónica, pretendendo simbolizar a riqueza e diversidade daquela região fulcral para o planeta, bem como como a consciência de uma ecologia integral, de acordo com os critérios que o Papa Francisco propõe na sua encíclica Laudato Si’ e na sua mais recente exortação Laudate Deum.
Mas é precisamente esse bioma fundamental para o planeta que está ameaçado pelo desmatamento e pelas décadas de degradação ambiental a que ele foi sujeito. Uma reportagem emitida pelo programa brasileiro da Deutsche Welle, e que pode ser vista a seguir, coloca vários cientistas a explicar como se chegou a este estado de emergência e que só uma operação gigantesca de reflorestação pode arrepiar caminho.










