
Imagem do vídeo do projeto Repara
A Arquidiocese de Madrid divulgou um vídeo que responde a dez aparentes argumentos de quem desvaloriza o fenómeno dos abusos, baseado em frases mais ouvidas no atendimento de vítimas.
A iniciativa, divulgada na última segunda-feira, 14, foi desenvolvida pelo projeto Repara (“Reconhecimento, prevenção, atenção, reparação a vítimas de abusos”) e teve em conta, na sua elaboração, as interações no atendimento de 103 vítimas de abusos, ao longo de 2021.
“Os preconceitos da sociedade e a estigmatização das vítimas dificultam as ações que são necessárias e urgentes”, salienta uma informação daquele projeto. Daí que “deixar falsas crenças para trás requer informações verdadeiras, comunicação e transparência”, faz notar.
Argumentos tais como “a denúncia causa danos à Igreja” ou “as vítimas denunciam para prejudicar uma pessoa concreta que representa a Igreja ou uma instituição” são desconstruídos, procurando mostrar que o que prejudica a Igreja é o silenciamento e a desconfiança relativamente às vítimas. Estas precisam de curar as suas feridas e ajudam a Igreja, quando denunciam.

Imagem do vídeo
A quem acha que hoje o problema é residual e que praticamente não há denúncias, os responsáveis pelo vídeo contrapõem que não haver denúncias não significa que não haja casos. Além disso, “os casos do passado continuam presentes, sobretudo quando as feridas ainda estão vivas”. Daí que seja “necessário continuar a denunciar”.
O vídeo do projeto Repara desconstrói ainda ideias e argumentos como a falsidade das denúncias; o peso do âmbito familiar nos abusos (relativamente aos diminutos casos em ambiente eclesial); ou, ainda que não faz sentido mexer em casos que aconteceram há muito tempo.
“O passar do tempo não cura as feridas” e “a dor das vítimas não prescreve”, enfatiza-se neste trabalho de objetivos pedagógicos, que pode ser visto a seguir na versão original, em espanhol:









