
Manifestação em Lisboa contra a invasão, diante da Embaixada da Rússia, três dias após a invasão: dois anos depois, haverá uma vigília e flores perto da representação diplomática. Foto © António Marujo/7MARGENS
Completam-se neste sábado, 24, dois anos sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia e a Amnistia Internacional – Portugal vai assinalar a data “pelo pior motivo possível: o da persistência de uma agressão russa cruel em território ucraniano, que tem separado famílias e destruído outras para sempre. O passar do tempo tem feito crescer o número de vítimas, isolado idosos na sua debilidade e dificultado o direito das crianças à educação”.
É desta forma que Pedro Neto, director executivo da Amnistia Internacional define a vigília que neste sábado, 24, a organização promove na Praça do Comércio, em Lisboa, para assinalar os dois anos desde a invasão russa da Ucrânia em larga escala e os dez anos (a 27) da intervenção militar e da anexação da Crimeia.

Ucrânia, Frágil é a liberdade. Obra de © Catarina Castel-Branco
A iniciativa decorre das 18h às 20h e, “em solidariedade com as vítimas deste conflito”, inclui uma vigília com velas e um mural “onde todos os que assim desejarem poderão escrever mensagens de solidariedade” com a Ucrânia. A Amnistia promete ainda uma projecção “com os principais dados, números, mensagens de apoio e testemunhos das vítimas que marcaram estes últimos dois anos de constante agressão russa”. E haverá ainda “um momento de microfone aberto onde, quem quiser, poderá tornar públicas as suas palavras de força e alento, bem como as próprias vivências”.
No mesmo dia, mas ao meio-dia, diante da embaixada russa em Lisboa (na Rua Visconde de Santarém), um grupo informal de cidadãos que apoiou uma família ucraniana irá depor flores em homenagem a Alexei Navalny, no mesmo local onde város jovens russos já depuseram flores nos últimos dias (ver foto neste texto do 7MARGENS). O dissidente e opositor russo morreu no passado dia 16, na prisão onde estava detido, por “causas naturais” segundo as autoridades, mas com a família a suspeitar que ele tenha sido morto.
O grupo reúne-se em torno da pintora Catarina Castel-Branco, que criou um quadro com o título Frágil é a Liberdade, usando as cores da bandeira ucraniana, representando uma ave fora de uma gaiola. Com o dinheiro obtido com a venda de reproduções do quadro, foi possível arranjar casa e apoiar a instalação de uma família ucraniana (casal e três crianças).









