Navalny também será recordado

Vigília em Lisboa assinala dois anos de invasão da Ucrânia

| 22 Fev 2024

Manifestação em Lisboa pela paz na Ucrânia, diante da Embaixada da Rússia, domingo, 27 de Fevereiro 2022. A manifestação pelas juventudes partidárias e teve a adesão de muitos ucranianos. Foto © António Marujo

Manifestação em Lisboa contra a invasão, diante da Embaixada da Rússia, três dias após a invasão: dois anos depois, haverá uma vigília e flores perto da representação diplomática. Foto © António Marujo/7MARGENS

 

Completam-se neste sábado, 24, dois anos sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia e a Amnistia Internacional – Portugal vai assinalar a data “pelo pior motivo possível: o da persistência de uma agressão russa cruel em território ucraniano, que tem separado famílias e destruído outras para sempre. O passar do tempo tem feito crescer o número de vítimas, isolado idosos na sua debilidade e dificultado o direito das crianças à educação”.

É desta forma que Pedro Neto, director executivo da Amnistia Internacional define a vigília que neste sábado, 24, a organização promove na Praça do Comércio, em Lisboa, para assinalar os dois anos desde a invasão russa da Ucrânia em larga escala e os dez anos (a 27) da intervenção militar e da anexação da Crimeia.

Ucrânia, liberdade, Catarina Castel-Branco, Arte, Pintura

Ucrânia, Frágil é a liberdade. Obra de © Catarina Castel-Branco

A iniciativa decorre das 18h às 20h e, “em solidariedade com as vítimas deste conflito”, inclui uma vigília com velas e um mural “onde todos os que assim desejarem poderão escrever mensagens de solidariedade” com a Ucrânia. A Amnistia promete ainda uma projecção “com os principais dados, números, mensagens de apoio e testemunhos das vítimas que marcaram estes últimos dois anos de constante agressão russa”. E haverá ainda “um momento de microfone aberto onde, quem quiser, poderá tornar públicas as suas palavras de força e alento, bem como as próprias vivências”.

No mesmo dia, mas ao meio-dia, diante da embaixada russa em Lisboa (na Rua Visconde de Santarém), um grupo informal de cidadãos que apoiou uma família ucraniana irá depor flores em homenagem a Alexei Navalny, no mesmo local onde város jovens russos já depuseram flores nos últimos dias (ver foto neste texto do 7MARGENS). O dissidente e opositor russo morreu no passado dia 16, na prisão onde estava detido, por “causas naturais” segundo as autoridades, mas com a família a suspeitar que ele tenha sido morto.

O grupo reúne-se em torno da pintora Catarina Castel-Branco, que criou um quadro com o título Frágil é a Liberdade, usando as cores da bandeira ucraniana, representando uma ave fora de uma gaiola. Com o dinheiro obtido com a venda de reproduções do quadro, foi possível arranjar casa e apoiar a instalação de uma família ucraniana (casal e três crianças).

 

Catarina Pazes: “Sem cuidados paliativos, não há futuro para o SNS”

Entrevista à presidente da Associação Portuguesa

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“Se não prepararmos melhor o nosso Serviço Nacional de Saúde do ponto de vista de cuidados paliativos, não há maneira de ter futuro no SNS”, pois estaremos a gastar “muitos recursos” sem “tratar bem os doentes”. Quem é o diz é Catarina Pazes, presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) que alerta ainda para a necessidade de formação de todos os profissionais de saúde nesta área e para a importância de haver mais cuidados de saúde pediátricos.

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Bahá’ís plantam árvores em Lisboa, para que a liberdade religiosa floresça em todo o mundo

Em memória das "dez mulheres de Shiraz"

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Quem passar pela pequena zona ajardinada junto ao Centro Nacional Bahá’í, na freguesia lisboeta dos Olivais, vai encontrar dez árvores novas. São jacarandás e ciprestes, mas cada um deles tem nome de mulher e uma missão concreta: mostrar – tal como fizeram as mulheres que lhes deram nome – que a liberdade religiosa é um direito fundamental. Trata-se de uma iniciativa da Junta de Freguesia local, em parceria com a Comunidade Bahá’í, para homenagear as “dez mulheres de Shiraz”, executadas há 40 anos “por se recusarem a renunciar a uma fé que promove os princípios da igualdade de género, unidade, justiça e veracidade”.

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