Médicos Sem Fronteiras

Violência e violência de género aumentam no Haiti

| 25 Nov 2021

O agravamento da violência no Haiti foi denunciado esta quarta-feira pela Organização Não Governamental Médicos Sem Fronteiras. Apesar de o país estar a ser há anos assolado por uma constante violência, “os níveis de insegurança atualmente testemunhados no terreno pela MSF em Port au Prince são os mais graves desde há décadas – e as populações sofrem as consequências da violência indiscriminada, incluindo trocas de tiros, casas incendiadas e pilhagens”. Para a organização Médicos Sem Fronteiras, “estes insuportáveis níveis de violência cometida por grupos armados forçaram a deslocação de já cerca de 19 mil pessoas, muitas encontrando-se atualmente em campos informais de deslocados internos, com milhares a subsistirem em condições precárias, insalubres e de sobrepopulação, além de muito limitado acesso a cuidados de saúde e outros serviços essenciais”.

As equipas da organização Médicos Sem Fronteiras no Haiti têm tido que lidar com as consequências da violência todos os dias: “a cada mês, o centro de emergência da organização médico-humanitária em Turgeau (e que antes estava localizado em Martissant) recebe uma média de 100 pessoas com ferimentos de balas; no hospital da MSF em Tabarre são atendidos regularmente pacientes com casos de traumatologia transferidos de Turgeau, e pelo menos metade dos pacientes atendidos naquela unidade hospitalar têm ferimentos causados pela violência”. Além disso, “o número de pessoas no Haiti, especificamente mulheres e raparigas, que reportam violência sexual e violência de género continua a ser extremamente elevado – uma em cada oito mulheres no Haiti entre os 15 e os 49 anos passaram por incidente de violência sexual e de género”.

 

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Breves

 

Bahrein

Descoberto mosteiro cristão sob as ruínas de uma mesquita

Há quem diga que este é o “primeiro fruto milagroso” da viagem apostólica que o Papa Francisco fez ao Bahrein, no início de novembro. Na verdade, resulta de três anos de trabalho de uma equipa de arqueólogos locais e britânicos, que acaba de descobrir, sob as ruínas de uma antiga mesquita, partes de um ainda mais antigo mosteiro cristão.

Manhã desta quinta-feira, 24

“As piores formas de trabalho infantil” em conferência

Uma conferência sobre “As piores formas de trabalho infantil” decorre na manhã desta quinta-feira, 24 de Novembro (entre as 9h30-13h), no auditório da Polícia Judiciária (Rua Gomes Freire 174, na zona das Picoas, em Lisboa), podendo assistir-se também por videoconferência. Iniciativa da Confederação Nacional de Ação Sobre o Trabalho Infantil (CNASTI), em parceria com o Instituto de Apoio à Criança (IAC), a conferência pretende “ter uma noção do que acontece não só em Portugal, mas também no mundo acerca deste tipo de exploração de crianças”.

ONG israelita já salvou a vida a 3.000 crianças palestinianas

Uma forma de "construir pontes"

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Amir tem cinco anos e, até agora, não podia correr nem brincar como a maioria das crianças da sua idade. Quando tinha apenas 24 meses, apanhou um vírus que resultou no bloqueio de uma das suas artérias coronárias, pelo que qualquer esforço físico passou a ser potencialmente fatal. Mas, muito em breve, este menino palestiniano poderá recuperar o tempo perdido. Com o apoio da organização humanitária israelita Save a Child’s Heart, Amir acaba de ser operado num hospital em Tel Aviv e está fora de perigo.

Francisco contra o divisionismo e a ordenação de mulheres

Entrevista à revista America

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“O divisionismo não é católico. Um católico não pode pensar ‘ou, ou’ e reduzir tudo a posições irreconciliáveis. A essência do católico é “e, e”. O católico une o bem e o não tão bom. O povo de Deus é um” – afirmou o Papa Francisco, a propósito das divisões na Igreja americana, na entrevista concedida no dia 22 de novembro a um conjunto de editores jesuítas e publicada na edição da revista America – The Jesuit Review desta segunda-feira, 28 de novembro.

Terra de pobreza e de milagres

[Crónicas da Guiné – 1]

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A Guiné-Bissau, como país, é um bom exportador de más notícias. E quando se chega ao território, o que imediato se faz notar é a pobreza e o lixo. Mas quando nos dizem “Tenho orgulho em Bissau ser uma cidade limpa… em comparação com outras capitais desta região de África”, percebemos que tudo é relativo – relativo aos padrões que adoptamos. Ou às notícias que procuramos. Porque há notícias que vêm ter connosco, pois sabem que serão bem acolhidas, e outras que se deixam ficar no seu cantinho, silenciosas, porque se reconhecem sem interesse.

Nasce uma nova rede eclesial para o cuidado da casa comum

América Latina

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Depois da Rede Eclesial Pan-Amazónica (REPAM) e da Rede Eclesial Ecológica Mesoamericana (REGCHAG), nasce agora a Rede Eclesial Gran Chaco e Aquífero Guarani (REGCHAG), com o objetivo de proteger os territórios que lhe dão nome e as respetivas comunidades, face a ameaças como o desmatamento, a contaminação e o desrespeito pelos modos de vida.

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