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Visita pascal em Goios, Barcelos. Foto © José Campinho, cedida pelo autor.

Evolução "favorável" da pandemia

Visitas Pascais regressam na Páscoa

| 28/02/2022

Visita Pascal

Visita pascal em Goios (Barcelos) em 2019: a iniciativa volta a ser possível na Páscoa. Foto © José Campinho, cedida pelo autor.

 

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) divulgou hoje novas orientações para o culto e atividades pastorais, prevendo, entre outras medidas, a possibilidade de se realizar a tradicional visita pascal, suspensa desde 2020. Esta era uma medida aguardada por muitas paróquias e muitos fiéis, uma vez que as visitas pascais, com particular relevo no Norte do país, são uma prática enraizada na população, e também uma importante fonte de rendimento para muitas paróquias, que aproveitam a visita para a recolha da côngrua, essencial para a sobrevivência económica de muitas paróquias e padres.

A nota da CEP, citada pela Agência Ecclesia, refere ainda que, “no rito de adoração da cruz na Sexta-feira Santa, deve omitir-se o beijo na cruz, substituindo-o pela genuflexão ou inclinação” e que, na visita pascal, deve também omitir-se o “beijo à cruz”.

O texto refere o rito de Quarta-feira de Cinzas, que se celebra a 2 de março, marcando o início da Quaresma, e o lava-pés na Quinta-feira Santa (14 de abril), pedindo “especial cuidado com o uso da máscara e a higienização”.

Os bispos observam, nas orientações divulgadas esta segunda-feira, 28 de fevereiro, que se observa, em Portugal, “um forte abrandamento das restrições na sociedade face à evolução favorável do estado atual de pandemia”. “Nunca é demais apelar ao comportamento responsável de todos em relação à proteção da saúde pública”, acrescenta o documento.

As orientações mantêm a recomendação de um “distanciamento responsável entre as pessoas” que não integrem o mesmo agregado familiar e do “uso de máscaras para todos”. Os bispos determinam que a comunhão deve continuar a ser ministrada apenas na mão dos fiéis e anunciam o regresso da saudação da paz (facultativa), através de “um sinal sem contacto físico”, por exemplo, uma vénia ou inclinação, e a possibilidade de retomar o ofertório a meio da celebração, conforme se fazia antes da pandemia, embora aqui seja uma opção de cada comunidade – o 7MARGENS sabe que algumas paróquias poderão manter este gesto no final da celebração.

Quanto às atividades pastorais nos espaços eclesiais (paróquias, centros pastorais, casas de retiro, etc.) como catequese e outras ações formativas, bem como peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares, estas “seguem as regras previstas pelas autoridades competentes para situações educativas, sociais e culturais semelhantes”.

 

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