Modos de envelhecer (8)

“Vivo sozinha e continuo a apoiar a família”

| 13 Mai 2024

Vivemos em sociedades em que o envelhecimento é olhado muitas vezes como um problema económico, tanto para os estados como para as famílias, de abandono e da quebra de laços que têm como consequência a destruição de redes de solidariedade e de suporte que foram apoio durante a vida ativa. Na verdade, o envelhecimento daqueles e daquelas que nos precederam põe à prova a nossa humanidade enquanto sociedade e enquanto indivíduos.

O 7MARGENS iniciou a publicação de depoimentos de idosos recolhidos por José Pires, psicólogo e sócio fundador da Cooperativa de Solidariedade Social “Os Amigos de Sempre”. Publicamos hoje o oitavo depoimento do total de vinte e cinco. Pode ler aqui os depoimentos já publicados. Informamos que tanto o nome das pessoas como as fotografias que os ilustram são da inteira responsabilidade do 7MARGENS.

Idosos. Envelhecer

“Também estou muito ligada ao computador através do qual procuro estar informada e sempre a aumentar os meus conhecimentos.” Foto © A. Href/ Freepik (trabalhada)

Ana, 81 anos

 

Quero viver como vivi. Quero envelhecer como tenho vivido.

Vivo sozinha e continuo a apoiar a família.

Estou a procurar manter a minha saúde através de uma alimentação racional correta.

A minha cozinha sou eu que faço.

Também estou muito ligada ao computador através do qual procuro estar informada e sempre a aumentar os meus conhecimentos.

Faço os meus exercícios físicos embora o coração  já não aguente demasiados esforços.

Sou uma pessoa com algumas debilidades físicas, mas que tento superar  com alguma força psíquica e através do controle dos medicamentos, que procuro evitar.

Ainda posso viver sozinha na minha casa, mas estou a pensar procurar um Lar com qualidade dentro de algum tempo, porque virei a precisar de apoio.

Não sei se a minha baixa pensão me permite suportar as exigências financeiras de um Lar que não seja mau, mas tenho algumas economias e bens que vão ajudar a repor o que faltar.

No Lar gostaria de continuar a fazer, pelo menos, uma parte da minha comida. Quereria que me  eixassem levar a máquina de fazer sumos para preparar os meus sumos de cenouras e de outros produtos.

Visitei um Lar de Terceira Idade que tinha copa e os utentes faziam algumas coisas aí. Considero que ter saúde é indispensável para um bom envelhecimento e a alimentação pode ajudar muito no bem estar físico e mental.

Também quero levar o computador para prolongar até tarde o meu desenvolvimento mental.

Tanto quanto possível gostaria que no Lar me deixassem viver uma vida parecida com a que vivi: ativa, com bom relacionamento familiar e social, com atividade física, com liberdade e autonomia…

Visitei uma comunidade de freiras em Lisboa onde me pareceu que podia continuar a minha vida.

 

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