“Corpo Europeu de Solidariedade”

Voluntariado jovem europeu terá mil milhões e 27 mil jovens até 2027

| 18 Jun 21

Voluntariado, Jovens, União Europeia

A conferência sobre Voluntariado Jovem, em Viana do Castelo. Foto reproduzida do Twitter da PPUE

 

O Corpo Europeu de Solidariedade (CES) terá mil milhões de euros para investir até 2027, e dará oportunidade a 27 mil jovens de participarem em programas de voluntariado nos Estados-membros da União Europeia, anunciou o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, em Viana do Castelo.

No encontro de apresentação daquele programa, no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, o ministro referiu-se ao CES como uma “via verde” para chegar a uma Europa mais coesa e solidária e para conseguir uma maior capacitação dos jovens “através da sua maior participação na comunidade”.

O CES sucede ao Serviço Voluntário Europeu mas alarga o seu âmbito, incluindo a possibilidade de beneficiar países terceiros. No seu discurso durante a conferência, Tiago Brandão Rodrigues acrescentou que, se a União Europeia se pudesse resumir a um adjectivo, ele teria que ser, “muito provavelmente, solidário”.

“Poucos valores são tão intrínsecos à condição europeia quanto o valor da solidariedade”, disse o ministro português da Educação. “Seja como valor de cada cidadão, seja como valor que todos os Estados não podem nunca esquecer ser seu”, disse. E por isso o CES não é “apenas mais um programa”, sublinhou o Brandão Rodrigues.

Na mesma ocasião, o ministro referiu-se ao programa Erasmus+ 2021-27, de circulação de estudantes, apelando ao seu uso “até ao tutano”, como uma “ferramenta fundamental e poderosíssima” para a internacionalização e a competitividade. Também neste caso, o programa pretende chegar a mais pessoas, graças a uma dotação orçamental que passou de 14,7 para 28,4 mil milhões de euros.

Desde que se iniciou, em 1987, o Erasmus já foi utilizado por 10 milhões de jovens e já “foi responsável” por um milhão de bebés. Segundo o ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, os próximos sete anos serão de “democratização” do Erasmus: depois de um em cada 10 estudantes portugueses já terem participado no programa, a meta é que, até 2027, 70% já tenham tido oportunidade de fazer a experiência do Erasmus.

 

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