Wim Wenders: Serão precisos dois papas para realizar o projeto de Francisco

| 15 Mai 2021

wim wenders wikimedia commonsNouvel Écran

“Já não resta muita energia com a qual o Papa Francisco propôs fazer desta Igreja uma Igreja para os pobres”, referiu Wim Wenders numa entrevista. Foto: Wikimedia Commons/Nouvel Écran.

 

“Parece-me que o Papa se esgotou na sua grande luta”, considera o realizador Wim Wenders, olhando os últimos anos de Francisco, numa entrevista à agência Zenith, citada pela revista Vida Nueva.

Wenders, que realizou o documentário Papa Francisco: Um Homem de Palavra, lançado em 2018, disse que, se fosse entrevistar o Papa novamente, lhe perguntaria por onde anda “o brilho malicioso nos seus olhos”.

O cineasta, refere a Vida Nueva, entende que, nos últimos anos, pouco resta do Jorge Mario Bergoglio que chegou ao pontificado e que ele procurou retratar no filme: um “homem valente” por quem tinha “grande respeito”.

São dois os aspetos referidos para justificar a impressão de Wenders: “Já não resta muita energia com a qual o Papa Francisco propôs fazer desta Igreja uma Igreja para os pobres”, e, por outro lado, a “tristeza” que lhe trouxe o facto de o Vaticano negar a bênção dos casamentos homossexuais. “Isso já não se parece com o homem que disse: ‘Quem sou eu para julgar?'”, acrescentou.

Perante um Papa que ele vê como esgotado na sua luta, o cineasta prevê que será preciso o novo papa e ainda o seguinte para concretizar as ideias de Francisco.

 

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