
“Apesar de vivermos numa sociedade desenvolvida, da informação e do conhecimento, continuamos a tratar as crianças de forma cruel”, alerta a CNASTI. Foto: Direitos reservados.
A CNASTI (Confederação Nacional de Ação sobre o Trabalho Infantil) anunciou que promoverá depois do verão uma série de três conferências, em parceria com outras organizações envolvidas na promoção dos direitos das crianças. A iniciativa pretende responder às novas preocupações decorrentes das incidências da pandemia nas condições de vida das crianças. E é uma consequência da declaração, pela ONU, do ano 2021 como o da afirmação do propósito da “Eliminação do Trabalho Infantil no Mundo”.
Num comunicado enviado ao 7MARGENS, a propósito do Dia contra o Trabalho Infantil, que se assinala neste sábado, 12, a CNASTI anuncia que a primeira conferência será em 6 de outubro e terá por tema “Migrações e as Crianças”; no dia 27 do mesmo mês segue-se outra sobre “Trabalho escravo de crianças”. Finalmente, em 24 de novembro, a terceira e última terá por tema “Erradicação do trabalho infantil no mundo”.
Segundo a organização, “apesar de vivermos numa sociedade desenvolvida, da informação e do conhecimento, continuamos a tratar, por vezes inconscientemente, as crianças de forma cruel, até [por parte] da própria família”.
A Confederação defende ainda que os direitos da criança “têm que deixar de ser simples retórica e a sua violação [deve ser] passível de sanção séria”. “Não pode haver contemplações para quem abusa de crianças, para quem promove ou favorece o tráfico de crianças, assim como não pode haver contemplações para as empresas que, usando as diferentes leis dos países em que estão, engrossam os seus lucros à custa da exploração desenfreada das crianças e do trabalho infantil, sonegando-lhes a infância, a saúde e uma vida com humanidade”, salienta o comunicado da organização.
O anúncio e os alertas da CNASTI surgem dias depois de duas agências das Nações Unidas terem avisado que a pandemia está a fazer subir os números do trabalho infantil, depois de duas décadas de lentos progressos na sua redução, conforme o 7MARGENS dá conta noutra notícia.







