Opinião
Opinião
[Sete Partidas]
As cápsulas novidade
No radio do carro tocava um CD da Rosalía e comecei a pensar no que já me disseram sobre o meu carro, pequeno e velho, dito em várias variações. Não levo a mal. É verdade, mas tem tudo o que preciso. Abrigo do sol, do frio, da chuva e da neve. Confiável. Riscado e muitas vezes sujo por fora, mas por dentro limpo e arrumado. Um pouco na ordem como valorizo as coisas na vida. Menos ostentação, mais conteúdo. [Texto de Inês Patrício, Berlim].
7Partidas
Vinte e cinco anos depois
Em 2001, vivíamos em San Francisco. Naquela segunda-feira, dia 11 de Setembro, fomos acordados pelo meu sogro, que nos ligava da Alemanha para avisar que os EUA estavam a ser atacados. Em San Francisco era ainda madrugada; em Nova Iorque passava das nove da manhã, e as duas torres já estavam a arder. [Texto de Helena Araújo].
7Partidas
Lídia e a frase do santinho que resume a sua vida na Alemanha
Lídia nasceu perto de Lisboa, numa família de classe média, foi educada num colégio de freiras, depois de concluir o ensino secundário andou em institutos a aprender línguas (inglês, francês, italiano) e, depois, teve o azar de se apaixonar por um rapaz de quem os seus pais não gostavam. [Texto de Helena Araújo, Berlim].
[Sete Partidas]
A sala vermelha
É sempre uma incógnita. Ao marcar o código da porta nunca sei como vão correr aquelas conversas. Trata-se de doença, de prosseguir ou não com o diagnóstico. De limitação de cuidados. De morte. Mas também de qualidade de vida, de controlo de sintomas, de acompanhamento, de aceitação. [Texto de Inês Patrício, Berlim]
[Sete Partidas]
Não nos deixemos distrair
“Milhões de crianças neste mundo são simplesmente sujeitas à desgraça, à nascença. Repitamos: não têm escolha. Nem vez. Nem voz. Apenas a fatalidade de ter nascido no lugar errado, no momento errado da história. Porque os há. Não nos deixemos iludir.” [Texto de Luís Castanheira Pinto]
[7 Partidas]
O cinema socialmente empenhado do iraniano Jafar Panahi
O momento mais especial deste ano no Festival de Cinema de Berlim foi, para mim, a sessão com o realizador iraniano Jafar Panahi, onde falou do seu mais recente filme, Foi Apenas um Acidente, e do poder das escolhas no acto de contar histórias.
[Sete Partidas]
O ecumenismo ao pé da porta
Não posso negar que as primeiras impressões de viver no centro da Europa foram desoladoras no que diz respeito à vivência da fé. O espírito comunitário é anémico; a privatização da fé é dominante; e a tolerância, tantas vezes celebrada, significa mais relativismo do que verdadeira aceitação das diferenças – essa que exige troca, proximidade e envolvimento, o que aqui muitas vezes não passa de uma miragem. [Texto de Dina Matos Ferreira].
[Sete Partidas]
A posição e a função
Uma posição abriu. Uma pessoa candidata-se a uma posição. A pessoa tem uma posição. A pessoa quer subir de posição. Esta é uma nomenclatura que não existiu na minha infância. Os adultos tinham um trabalho. No trabalho trabalhavam. Os pais tentavam ir aproximando-se de casa, mudando o local de trabalho, de escola no caso. O trabalho era necessário, nem sempre agradável, mas estruturador da vida e da sociedade. [Texto de Inês Patrício].
Sete Partidas
O que é preciso é ter saúdinha…
Ontem de manhã fui à ginecologista para uma consulta de rotina. O consultório tem um ambiente muito cuidado, com móveis caros e obras de arte nas paredes, mas as assistentes irritam-me sempre, porque atendem as pessoas de forma mecânica, antipática e arrogante, dão ordens secas, não fazem um único sorriso. [Texto de Helena Araújo, Berlim].
7Partidas
Vinte e cinco anos depois
Em 2001, vivíamos em San Francisco. Naquela segunda-feira, dia 11 de Setembro, fomos acordados pelo meu sogro, que nos ligava da Alemanha para avisar que os EUA estavam a ser atacados. Em San Francisco era ainda madrugada; em Nova Iorque passava das nove da manhã, e as duas torres já estavam a arder. [Texto de Helena Araújo].
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Lídia e a frase do santinho que resume a sua vida na Alemanha
Lídia nasceu perto de Lisboa, numa família de classe média, foi educada num colégio de freiras, depois de concluir o ensino secundário andou em institutos a aprender línguas (inglês, francês, italiano) e, depois, teve o azar de se apaixonar por um rapaz de quem os seus pais não gostavam. [Texto de Helena Araújo, Berlim].
[Sete Partidas]
A sala vermelha
É sempre uma incógnita. Ao marcar o código da porta nunca sei como vão correr aquelas conversas. Trata-se de doença, de prosseguir ou não com o diagnóstico. De limitação de cuidados. De morte. Mas também de qualidade de vida, de controlo de sintomas, de acompanhamento, de aceitação. [Texto de Inês Patrício, Berlim]
[Sete Partidas]
Não nos deixemos distrair
“Milhões de crianças neste mundo são simplesmente sujeitas à desgraça, à nascença. Repitamos: não têm escolha. Nem vez. Nem voz. Apenas a fatalidade de ter nascido no lugar errado, no momento errado da história. Porque os há. Não nos deixemos iludir.” [Texto de Luís Castanheira Pinto]
[7 Partidas]
O cinema socialmente empenhado do iraniano Jafar Panahi
O momento mais especial deste ano no Festival de Cinema de Berlim foi, para mim, a sessão com o realizador iraniano Jafar Panahi, onde falou do seu mais recente filme, Foi Apenas um Acidente, e do poder das escolhas no acto de contar histórias.
[Sete Partidas]
O ecumenismo ao pé da porta
Não posso negar que as primeiras impressões de viver no centro da Europa foram desoladoras no que diz respeito à vivência da fé. O espírito comunitário é anémico; a privatização da fé é dominante; e a tolerância, tantas vezes celebrada, significa mais relativismo do que verdadeira aceitação das diferenças – essa que exige troca, proximidade e envolvimento, o que aqui muitas vezes não passa de uma miragem. [Texto de Dina Matos Ferreira].
[Sete Partidas]
A posição e a função
Uma posição abriu. Uma pessoa candidata-se a uma posição. A pessoa tem uma posição. A pessoa quer subir de posição. Esta é uma nomenclatura que não existiu na minha infância. Os adultos tinham um trabalho. No trabalho trabalhavam. Os pais tentavam ir aproximando-se de casa, mudando o local de trabalho, de escola no caso. O trabalho era necessário, nem sempre agradável, mas estruturador da vida e da sociedade. [Texto de Inês Patrício].
Sete Partidas
O que é preciso é ter saúdinha…
Ontem de manhã fui à ginecologista para uma consulta de rotina. O consultório tem um ambiente muito cuidado, com móveis caros e obras de arte nas paredes, mas as assistentes irritam-me sempre, porque atendem as pessoas de forma mecânica, antipática e arrogante, dão ordens secas, não fazem um único sorriso. [Texto de Helena Araújo, Berlim].
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