O Mercado e o Templo

O Mercado e o Templo (15): Quando o conhecimento era um bem comum e gratuito

O Mercado e o Templo (15): Quando o conhecimento era um bem comum e gratuito

As proibições teológicas souberam gerar meios de liberdade para mercadores e intelectuais, como seguros e universidades. A antiga cultura sabia que bem precioso, mesmo divino, era o conhecimento e protegia-o do lucro. Agora, na lógica do capitalismo, vêem-se apenas custos e benefícios. Este é o décimo quinto dos textos da série de crónicas que o 7MARGENS publica todas as quartas-feiras e sábados, da autoria de Luigino Bruni.

O Mercado e o Templo (11): Amor às pessoas do mundo é a “arte de negociar”

O Mercado e o Templo (11): Amor às pessoas do mundo é a “arte de negociar”

Comércio virtuoso e de sucesso é o de quem trabalha por dinheiro e, simultaneamente, por vocação. As duas coisas juntas. A riqueza, como a felicidade, chega procurando (também) outra coisa. É exemplar a criação de relações que tornou grande o toscano Francesco Datini. Pessimismo, cinismo, inveja e desconfiança são os grandes vícios capitais da empresa.

O Mercado e o Templo (4): O tempo é bem comum, mas esquecemo-lo

O Mercado e o Templo (4): O tempo é bem comum, mas esquecemo-lo

Começámos a vender e a comprar tempo quando, no discurso religioso, entrou o Purgatório e, com ele, o negócio sobre tempo dos mortos e, portanto, também dos vivos. Vemos bem os efeitos da destruição do tempo na questão ambiental onde se faz destruição de futuro numa economia toda jogada no presente. No humanismo bíblico, há o Shabbat; no entanto, todos os dias são de Deus; depois, veio o “tempo misto”; e hoje…

O Mercado e o Templo (2) – Não para amar o mundo, mas para cuidar do humano

O Mercado e o Templo (2) – Não para amar o mundo, mas para cuidar do humano

Detenhamo-nos nas imagens dos Montepios. Antes de mais, a piedade, isto é, a imagem de Cristo morto nos braços de Maria. Porquê a piedade, como imagem dos edifícios, capelas, estandartes dos Montepios? Aquela imagem já era usada por entidades de assistência e pelos hospitais medievais. Simbolizava um dos momentos centrais da fé cristã, amadíssimo pelo povo que, naqueles séculos da vida conhecia sobretudo a dor, especialmente a das mães e das mulheres pela morte de muitos, demasiados, filhos e maridos.

O Mercado e o Templo (1) – Eis porque é útil, aos bancos, uma santidade laica verdadeira

O Mercado e o Templo (1) – Eis porque é útil, aos bancos, uma santidade laica verdadeira

Estamos hoje no meio de uma crise mundial de dimensões não diferentes das grandes crises dos séculos passados. São precisas novas instituições, mesmo financeiras e seguradoras, capazes de gerir durante e no pós-covid, que deixará o mundo ainda mais desigual, com pobres ainda mais pobres. A grande lição da fundação dos Montepios, pelos franciscanos, diz-nos que não sairemos melhores desta crise se não criarmos novas instituições, também financeiras.

Sínodo, agora, é em Roma… que aqui já acabou

Sínodo, agora, é em Roma… que aqui já acabou novidade

Em que vai, afinal, desembocar o esforço reformador do atual Papa, sobretudo com o processo sinodal que lançou em 2021? Que se pode esperar daquela que já foi considerada a maior auscultação de pessoas alguma vez feita à escala do planeta? – A reflexão de Manuel Pinto, para ler no À Margem desta semana

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Breves

 

Nada se perde: um antigo colégio dos Salesianos é o novo centro de acolhimento do Serviço Jesuíta aos Refugiados

Inaugurado em Vendas Novas

Nada se perde: um antigo colégio dos Salesianos é o novo centro de acolhimento do Serviço Jesuíta aos Refugiados novidade

O apelo foi feito pelo Papa Francisco: utilizar os espaços da Igreja Católica devolutos ou sem uso para respostas humanitárias. Os Salesianos e os Jesuítas em Portugal aceitaram o desafio e, do antigo colégio de uns, nasceu o novo centro de acolhimento de emergência para refugiados de outros. Fica em Vendas Novas, tem capacidade para 120 pessoas, e promete ser amigo das famílias, do ambiente, e da comunidade em que se insere.

Bispos católicos de França apelam à fraternidade e justiça, mas não se demarcam da extrema-direita

Com as eleições no horizonte

Bispos católicos de França apelam à fraternidade e justiça, mas não se demarcam da extrema-direita novidade

O conselho permanente dos bispos da Igreja Católica de França considera, num comunicado divulgado esta quinta-feira, 20 de junho, que o resultado das recentes eleições europeias, que deram a vitória à extrema-direita, “é mais um sintoma de uma sociedade ansiosa, dividida e em sofrimento”. Neste contexto, e em vésperas dos atos eleitorais para a Assembleia Nacional, apresentaram uma oração que deverá ser rezada por todas as comunidades nestes próximos dias.

“Precisamos de trabalhar num projeto de sociedade que privilegie a ativação da esperança”

Tolentino recebeu Prémio Pessoa

“Precisamos de trabalhar num projeto de sociedade que privilegie a ativação da esperança” novidade

Na cerimónia em que recebeu o Prémio Pessoa 2023 – que decorreu esta quarta-feira, 19 de junho, na Culturgest, em Lisboa – o cardeal Tolentino Mendonça falou daquela que considera ser “talvez a construção mais extraordinária do nosso tempo”: a “ampliação da esperança de vida”. Mas deixou um alerta: “não basta alongar a esperança de vida, precisamos de trabalhar num projeto de sociedade que privilegie a ativação da esperança e a deseje fraternamente repartida, acessível a todos, protagonizada por todos”.

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