1.400 oficiais das Forças Armadas israelitas na reserva, entre os quais 60 generais e 140 coronéis, exigiram, em carta aberta publicada no jornal Israel Hayom de 30 de maio, o fim da guerra “política e corrupta” em Gaza.
Dois dos signatários da carta aberta, citada pelo Jewish News são ex-Chefes do Estado-Maior das FDI [denominação usual das Forças Armadas israelitas], Dan Halutz e Moshe Ya’alon. Este último foi também ministro da Defesa e afirma que “neste estágio, a guerra já não serve à segurança de Israel(…), continuar a guerra contra a vontade da maioria da população resultará na morte de reféns, de soldados das FDI e de civis inocentes e poderá levar à prática de crimes de guerra”.
Os signatários chamam a atenção para os “perigosos sinais de extremismo religioso” dentro de Israel que “apelam à realização de ações que expulsem a população de Gaza” e termina afirmando: “A nossa existência como sociedade e como Estado é fundada na fé no caminho correto… na preservação dos valores da moral judaica e no profundo comprometimento com o valor da vida humana.”
A carta surge num momento em que cresce a oposição internacional ao genocídio perpetrado por Israel da Faixa de Gaza. Reino Unido, França e Canadá já pediram publicamente o fim da guerra, enquanto esta semana o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que as ações de Israel em Gaza “não revelam nenhuma lógica (…), parece-me que chegou a hora de dizer publicamente: o que está a acontecer atualmente não é compreensível”.
Comentando esta pressão internacional, o Jewish News escreve: “Nos últimos anos, a Alemanha tem sido uma das maiores defensoras de Israel na Europa, mas os comentários de Merz sugerem uma mudança, confirmada por uma declaração do ministro dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul. Em declarações à emissora alemã WDR, Wadephul afirmou: ‘A nossa luta e o nosso compromisso contra o antissemitismo e nosso total apoio ao direito de existir e à segurança do Estado de Israel não devem ser instrumentalizados para o conflito e a guerra atualmente travados na Faixa de Gaza’. ‘Chegámos agora a um ponto em que precisamos pensar com muito cuidado sobre quais as medidas a tomar’ – acrescentou o ministro.”










