A Secretaria Geral do Sínodo, dirigida pelo cardeal Mario Grech, manifestou ao Papa Leão XIV “total disponibilidade” para desenvolver o seu serviço “em espírito de colaboração e obediência”, numa carta datada de segunda-feira, 12, entretanto dada a conhecer publicamente.
Na missiva, assinada por Grech, secretário geral, e pelos dois subsecretários, a religiosa Nathalie Becquart e o bispo Luis Marin, é manifestado o agradecimento pela eleição do cardeal Prevost para a liderança da Igreja Católica, lembrando ainda que o Papa é ex officio, o presidente da Secretaria Geral do Sínodo.
Aqueles responsáveis recordam também todo o processo sinodal lançado pelo Papa Francisco em 2021, fazendo notar que ele “envolve todo o povo de Deus, num processo partilhado, onde todos contribuem para o discernimento dos passos a serem dados, de acordo com os carismas, as vocações e os ministérios recebidos”.
Lembram ainda que, na sequência da aprovação do Documento Final pelo Papa Francisco, as orientações desse Documento “já podem ser postas em prática nas Igrejas locais e nos agrupamentos de Igrejas, tendo em conta os diversos contextos”, em ordem ao desenvolvimento de uma “Igreja sinodal missionária”. A carta dirigida a Leão XIV não esquece, por outro lado, “os grupos de estudo” que estão a trabalhar para apresentar “propostas com vista a escolhas que envolvam toda a Igreja”.
“Agora que o caminho continua sob a orientação de Vossa Santidade – sublinham os responsáveis da Secretaria Geral do Sínodo – aguardamos com confiança o que Vossa Santidade indicará, para ajudar no crescimento de uma Igreja atenta à escuta, próxima de cada pessoa, capaz de relações autênticas e acolhedoras, casa e família de Deus, aberta a todos: uma Igreja sinodal missionária”, remata a missiva.
Note-se que o cardeal Grech e os seus colaboradores mais diretos não fazem qualquer referência ao plano de implementação do processo sinodal, delineado e aprovado pelo Papa Francisco, na fase de recuperação da sua doença, em meados de março. Esse plano apontava diversos passos a dar pelas Igrejas locais e a nível continental, os quais culminariam numa Assembleia Eclesial, em 2028, no Vaticano.










