Estamos a viver um tempo estranho, em que, de repente, o nosso dia-a-dia deixou de ter a dimensão tranquilizadora, que é garantida pelo habitual cumprimento das tarefas de todos os dias e pelo encontro confiado com aqueles que enchem a nossa existência, no nosso habitual fazer pela vida. A habitualidade rompeu-se. Nada acontece da mesma maneira que antes. A fórmula de “trabalhar a partir de casa”, cuja prática procura ser generalizada, não constitui propriamente um hábito alternativo, e está longe de proporcionar a confiabilidade que, em geral, só o agir sedimentado assegura.





