
Tema deste Plano Pastoral é “corresponsáveis ao serviço da missão”. Foto © DR
A Diocese de Vila Real apresentou, na sexta-feira, 19 de julho, o plano pastoral para 2024/2025, que terá como prioridade “uma Igreja mais aberta, acolhedora, participativa e inclusiva”, valorizando “a dimensão comunitária”.
O plano pastoral, um “instrumento diocesano para a atividade pastoral”, terá como tema “corresponsáveis ao serviço da missão”, inserindo-se num triénio em que a diocese propõe à comunidade “caminhar juntos, renovar a esperança”. Este “caminhar”, para o bispo de Vila Real, “não significa apena um ir com os outros, pressupõe uma atitude responsável de parte de cada cristão, tanto dos leigos, como dos ministros do clero”. “É um caminhar ativo e comprometido, ao serviço da missão”, diz.
Adverte, no entanto, que “o plano pastoral, no global, e este plano em concreto não é um documento que alguns delinearam para que outros cumprissem, não, resulta da reflexão da igreja, dos vários órgãos da diocese, em sintonia com as preocupações da Igreja hoje”.
O bispo António Augusto Azevedo considera que o documento “é uma reflexão que se traduz em passos concretos da Igreja e das comunidades”. “Vamos fazendo o nosso caminho com pequenos passos, muito mais do que grandes ambições que ficam só em textos bonitos que depois não têm qualquer relevância”, refere.
Em linha com o desafio que o Papa Francisco deixou no centenário de Fátima, em 2017, o bispo de Vila Real quer “uma Igreja com o rosto renovado, com um rosto de alegria, mais fraterno”.
Neste sentido, o prelado reconhece a importância da dimensão sacerdotal, no contexto das comunidades, mas pretende valorizar, ainda mais, “um outro polo, que é a dimensão laical”. “Queremos que outros participem na vida da diocese, que não sejam só assistentes, mas sim participantes ativos”, explica D. António, que sublinha também o papel da mulher, “muito importante no campo da liturgia, na catequese e na área social”, assim como o papel dos jovens, no seguimento da Jornada Mundial de Juventude: “Queremos que as comunidades sejam mais acolhedoras dos jovens.”
Sobre o processo sinodal em curso, o bispo admite que as sugestões deixadas por leigos e por membros dos vários órgãos da Diocese de Vila Real foram consideradas no plano pastoral. “A lógica sinodal é o envolvimento na escuta, que se reflete depois nas respostas. Um grupo significativo da diocese entendeu esse espírito. Isso acontece a partir do momento em que as pessoas são convidadas e incentivadas a refletir e a participar”, conta.
Ainda sobre este processo, o responsável diocesano salienta que “entrará numa fase decisiva a partir de outubro”, aquando da assembleia geral ordinária do Sínodo dos bispos, em Roma, a partir da qual, “numa exortação pós-sinodal do Papa Francisco, culminante de uma longa reflexão das Igrejas locais, vão acontecer vários caminhos novos na vida da Igreja”.










