
Imagem de Cristo morto, retirada da Igreja de São Jorge, em Paiporta (Valência, Espanha), atingida pelas inundações. Foto reproduzida do site da Arquidiocese de Valência.
A Arquidiocese de Valência anunciou que vai promover uma recolha de donativos, a 9 e 10 de novembro, em todas as comunidades católicas da sua área. “Da dor e da consternação por tudo o que aconteceu na nossa diocese, apelamos à solidariedade que se expresse na colecta do Dia da Igreja Diocesana, que será inteiramente destinada às paróquias afectadas pela tempestade”, refere uma nota divulgada online e referida pela Ecclesia.
As paróquias valencianas e todos os movimentos da diocese continuam a colaborar na localização de centros de recolha de roupa, alimentos e bens de primeira necessidade, solicitando que donativos financeiros sejam feitos através da Cáritas Valenciana.
Vários grupos de padres, religiosas e jovens de diferentes partes da diocese juntaram-se aos voluntários coordenados pela Generalitat Valenciana através do centro de voluntariado, instalado na Cidade das Artes e das Ciências de Valência.
O fenómeno meteorológico conhecido como DANA (a sigla espanhola para Depressão Isolada em Níveis Altos) causou chuvas torrenciais e cheias em diversos pontos de Espanha, sobretudo na Comunidade Valenciana, na terça-feira, 29. Neste domingo, dia 3, o último balanço indicava 217 vítimas mortais, mas este é ainda um número muito provisório, uma vez que há ainda locais aos quais não foi possível aceder.
Papa quer guerra banida
No Vaticano, o Papa apelou à oração e solidariedade com as populações afectadas pela tempestade. “Continuemos a rezar por Valência e por outras localidades de Espanha, que tanto sofrem nestes dias. O que é que faço pela população de Valência? Rezo? Ofereço alguma coisa? Pensemos nesta pergunta” disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação do Ângelus.
A tempestade que assolou a região espanhola, na última terça-feira, provocou pelo menos 214 mortos, centenas de pessoas desaparecidas e elevados danos materiais na Comunidade Valenciana.
Na saudação aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa dirigiu-se também à ONG Emergency, que se inspira no artigo 11.º da Constituição Italiana, que “repudia a guerra como instrumento de ofensa à liberdade dos outros povos e como meio de resolução de litígios internacionais”.
“Lembremo-nos deste artigo e que este princípio seja aplicado em todo o mundo. Que a guerra seja banida e que os assuntos sejam resolvidos com a lei e as negociações, que as armas sejam silenciadas, que se dê espaço ao diálogo”, pediu o Papa.
Francisco encerrou a sua intervenção com pedidos de oração “pela martirizada Ucrânia, pela Palestina, por Israel, pelo meu Myanmar, pelo Sudão”.
Numa mensagem aos católicos da Estónia, divulgada também neste domingo, Francisco sublinhou que “a guerra actual na Europa é uma fonte de profunda ansiedade e ecoa tragicamente os momentos mais sombrios de outrora”.
O Papa pedia que os cristãos do país, juntamente com todas as pessoas de boa vontade, procurem “estender a mão da amizade aos refugiados e aos mais vulneráveis”.










