Erik Varden (n. 13 de Maio de 1974) é um monge trapista e bispo norueguês. Antes de entrar na Abadia de Mount Saint Bernard, Leicestershire (Inglaterra), onde viria a ser abade, foi membro do Saint John’s College, em Cambridge. Publicou várias traduções e monografias académicas e é autor de The Shattering of Loneliness. On Christian Remembrance; Entering the Twofold Mystery: On Christian Conversion; e Redeeming Freedom. É também músico e uma autoridade no canto gregoriano, sendo muito solicitado como pregador, director espiritual e conferencista. Em 2019, o Papa Francisco nomeou-o bispo de Trondheim (Noruega).
As Conversas com o bispo Erik Varden incidirão sobre o livro “Romper a Solidão. Sobre a Memória Cristã”, que será publicado no final de Abril pelas Edições Tenacitas em Portugal (tradução de The Shattering of Loneliness. On Christian Remembrance).
Resenha do livro:
A experiência da solidão é tão universal como a fome ou a sede. Mas porque nos afecta de maneira íntima, estamos menos dispostos a falar sobre ela. No entanto, quem não conheceu a dor da solidão? O medo da solidão causa angústia e leva a ações imprudentes. Nenhuma voz é mais insidiosa do que aquela que sussurra aos nossos ouvidos: “Estás irremediavelmente só, nenhuma luz vai penetrar na tua escuridão”. Mas o cristianismo diz que essa voz mente.
A condição cristã assenta na certeza de que a realidade última, fonte de tudo o que existe, é uma realidade pessoal de comunhão, não uma abstração metafísica. O homem e a mulher, feitos “à imagem e semelhança” de Deus, trazem a marca dessa comunhão original gravada no seu ser. Por isso, as nossas almas e corpos clamam por Outro.
Conduzindo-nos a esta comunhão, o Evangelho exorta-nos repetidamente a “lembrar-nos” de quem somos, de onde viemos, para onde vamos. Esse exercício de memória é em parte introspectivo e existencial, em parte histórico, pois o Deus que se fez carne para redimir a nossa solidão deixa vestígios na história. Este livro examina diferentes aspectos da memória cristã, completando a exegese bíblica com leituras da literatura antiga e moderna. Um livro para entender quem somos e sair de nós mesmos.

António de Castro Caeiro (Lisboa, 1966) é professor na FCSH/UNL, membro do IFILNOVA, ensaísta e tradutor. Obteve o grau de doutor em Filosofia Antiga com a tese «A Areté como possibilidade extrema do Humano, fenomenologia da práxis em Platão e Aristóteles» (1998), pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL). Ensina na FCSH desde 1990, dedicando-se à Filosofia Antiga e à Filosofia Contemporânea. Foi Visiting Scholar na FD de Ribeirão Preto da USP, USF (Florida) e Oriel College (Oxford). Traduziu do grego as Odes Para os Vencedores (Quetzal, 2010) e as Odes Olímpicas (Abysmo, 2017) de Píndaro. De Aristóteles, traduziu ainda Os Fragmentos dos Diálogos e Obras Exortativas (INCM, 2014), As Constituições Perdidas (Abysmo, 2019), tendo publicado ainda os ensaios São Paulo: apocalipse e conversão (Aletheia, 2014) e Um Dia Não São Dias (Abysmo, 2017). Escreve semanalmente para o Hoje Macau.





