O padre Román de la Cruz Hernández, pároco de Santa Cruz, em Huejutla, no estado mexicano de Hidalgo, foi assassinado a tiro, tendo o seu corpo sido encontrado junto a uma estrada, com ferimentos provocados por arma de fogo. A Conferência do Episcopado Mexicano (CEM) manifestou “indignação e tristeza” com o sucedido e pediu uma investigação exaustiva para esclarecer o crime.
Segundo a imprensa mexicana, junto ao corpo do padre terá sido encontrada uma cartolina com uma mensagem de ameaça, cujo conteúdo e eventual relação com o homicídio já estão a ser investigados.
Román de la Cruz Hernández, 48 anos, era pároco da comunidade de Santa Cruz desde 2024 e desempenhava também funções na Comissão para a Pastoral Profética da Diocese de Huejutla. Era natural de Mazahuacán, na região de Lolotla.
Num comunicado divulgado após o assassinato, citado pela Vida Nueva, a CEM manifestou a sua “indignação, tristeza e solidariedade” para com a Diocese de Huejutla e pediu às autoridades competentes que realizem “uma investigação exaustiva” que permita esclarecer os factos e fazer justiça.
Também o bispo de Huejutla, José Hiraís Acosta Beltrán, pediu que não se façam especulações sobre o caso, para permitir que as autoridades conduzam a investigação. Ao mesmo tempo, denunciou “a situação alarmante de violência que se vive” no México e apelou à construção de uma “cultura de paz e de reconciliação”. O prelado pediu ainda que seja feita justiça e que “este e os demais crimes que têm ferido a nação” não fiquem impunes.
A região de Hidalgo onde Román de la Cruz Hernández exercia o seu ministério tem sido marcada pela presença de grupos criminosos envolvidos, entre outras atividades, na disputa por rotas de tráfico de combustível.
Segundo o mais recente Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, referente a 2023 e 2024, pelo menos 13 líderes religiosos foram assassinados no México, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala e Honduras. O mesmo relatório regista ainda o assassinato de 16 missionários e leigos em contextos pastorais no Equador, Haiti, Honduras e México, além de nove leigos mortos no México no início de 2025.
A AIS sublinha que não existem provas de que todos esses crimes tenham sido motivados pelo ódio à fé, mas considera que refletem a insegurança enfrentada por quem exerce ministério religioso em zonas marcadas por violência e conflito. O relatório assinala também casos de extorsão de Igrejas e líderes religiosos no México, incluindo pedidos de dinheiro apresentados como pagamentos de “proteção” perante grupos criminosos.










