António Vitalino Dantas, bispo emérito de Beja, morreu esta sexta-feira, 9 de outubro, aos 84 anos, no Hospital de Braga, informou o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) à agência Ecclesia.
As exéquias estão marcadas para este sábado, 10 de outubro, com missa às 16h00, na igreja Matriz de Parada de Gatim, no concelho de Vila Verde, distrito de Braga, que será presidida pelo atual bispo de Beja, Fernando Paiva. O funeral segue depois para o cemitério local, informou a diocese.
Numa nota de pesar, a CEP recorda o ministério episcopal de António Vitalino, que esteve à frente da diocese de Beja durante mais de 17 anos, e o trabalho pastoral que desenvolveu ao serviço da Igreja. A Conferência Episcopal destaca, em particular, a sua dedicação aos migrantes, refugiados e pessoas em situação de maior vulnerabilidade, enquanto presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, entre 2005 e 2011.
Nascido a 3 de novembro de 1941, em Oleiros, Vila Verde, António Vitalino ingressou na Ordem do Carmo em 1957 e foi ordenado padre a 3 de agosto de 1968, no Santuário do Sameiro, em Braga. Estudou Teologia na Alemanha, onde viveu dez anos e se dedicou à pastoral dos emigrantes portugueses, tendo fundado e dirigido o jornal Diálogo do Emigrante, atualmente designado Diálogo Europeu.
Regressado a Portugal, trabalhou na paróquia de Santo António dos Cavaleiros, em Loures, antes de ser nomeado bispo auxiliar de Lisboa, em 1996. Em janeiro de 1999, João Paulo II nomeou-o bispo de Beja, diocese que governou até 2016, quando deixou funções após a resignação aceite pelo Papa Francisco.
Nos últimos anos, residiu junto da família, em Parada de Gatim, depois de ter vivido na Casa de São Nuno, em Fátima, com outros membros da Ordem do Carmo.
A CEP manifesta solidariedade com a família, os amigos e a Ordem do Carmo, assegurando a oração por todos os que sofrem com a sua morte e pedindo a Deus que lhe conceda “o eterno descanso”.










