
O centro da cidade de Aveiro coberto por um densa nuvem de fumo causada pelos incêndios que atingiram a região nesta segunda-feira: o bispo de Aveiro disponibilizou estruturas das paróquias da diocese para apoiar as vítimas. Foto © João Marujo
O bispo de Aveiro, António Moiteiro, decidiu disponibilizar todos os meios possíveis das “paróquias e instituições, a fim de mitigar os prejuízos imediatos com o alojamento dos deslocados da sua residência”, por causa dos incêndios que nesta segunda-feira atingiram vários concelhos da região.
De acordo com uma nota enviada à agência Ecclesia, o responsável da diocese manifestou solidariedade com “todas as vítimas” da “situação dramática em que se encontram as populações do distrito de Aveiro devido aos incêndios que alastram e afligem muitas” pessoas dos concelhos de Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro e Sever do Vouga.
Por isso, António Moiteiro apela a “todas as paróquias” que se tornem presentes às vítimas e a quem sofreu com os fogos, por “todos os meios ao seu alcance”. Ao mesmo tempo, compromete “a Diocese de Aveiro, através das suas instituições, com uma campanha em favor” de quem teve prejuízos.
O bispo acaba a mensagem a “pedir ao Senhor da Vida que ilumine e dê forças às autoridades, autarcas, bombeiros e voluntários… para que este flagelo seja ultrapassado o mais rápido possível”.

O edifício da Câmara de Aveiro debaixo de uma nuvem de fumo causada pelos incêndios. Foto © João Marujo
Cinco incêndios de grandes dimensões no distrito de Aveiro tinham provocado dois mortos até ao final da tarde: uma pessoa ficou carbonizada no fogo de Sever do Vouga e outra sofreu um ataque cardíaco no incêndio de Albergaria-a-Velha, adiantou a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, citada pela Lusa. À noite, a RTP noticiava que havia uma terceira vítima mortal.
Segundo a Protecção Civil, houve ainda quatro pessoas feridas, estando três internadas no hospital de Aveiro e uma quarta transferida para os Hospitais da Universidade de Coimbra.
No total, houve quase centena de meia de incêndios registados no país durante o dia, que à noite foram reduzidos para 128 ocorrências. Na mesma altura, havia ainda mobilizados 3180 bombeiros, com 896 meios terrestres, de acordo com os dados da Protecção Civil. Durante o dia, tinham sido utilizados 21 meios aéreos.
Para além da destruição de vários edifícios, os incêndios obrigaram a evacuar lares, infantários e creches, e provocaram imensas nuvens de fumo em toda a região. As chamas obrigaram ainda a cortes de trânsito em várias estradas e autoestradas.










