O primeiro texto de Lugar (in)comum, a nova rubrica assinada por Júlia Costa. Porque as palavras que repetimos moldam a forma como pensamos. E levar os clichés demasiado a sério não é sabedoria — é uma preguiça mental que nos afasta do essencial.
[Lugar (in)comum]
“Não voltes ao lugar onde já foste feliz” novidadeO primeiro texto de Lugar (in)comum, a nova rubrica assinada por Júlia Costa. Porque as palavras que repetimos moldam a forma como pensamos. E levar os clichés demasiado a sério não é sabedoria — é uma preguiça mental que nos afasta do essencial.
[Dicionário particular III]
‘z’ de zombie – um olhar sem verbo (e pelo meio duas sugestões de leitura)“Olho em redor, não oiço conversas. Não vejo rostos, vejo nucas inclinadas sobre os ecrãs e olhares parados. As cidades são quase como um necrotério em movimento onde nos vamos cruzando sem nos tocarmos, nem olharmos, para não sentirmos as dores da rotina. Mas esta anestesia corta-nos a própria humanidade.” [Texto de Júlia Costa]
[Dicionário particular III]
‘x’ de xenofobia – entre o medo e o crimeConfundir racismo e xenofobia numa conversa de café parece inofensivo. No entanto, é uma ingenuidade perigosa e num país como Portugal, que gosta de se afirmar como “de brandos costumes”, esta confusão serve, demasiadas vezes, para varrer para debaixo do tapete a gravidade de atitudes que não são apenas preconceituosas e que são ilegais e criminosas. [Texto de Júlia Costa].
Evocação
Luís Represas: Há nomes que parecem predestinados“Há nomes que parecem predestinados, profecias registadas numa qualquer conservatória do registo civil. Luís Paulo Fontes Represas é um deles, uma biografia que parece ter sido escrita pela mecânica da água.” [Texto de Júlia Costa]
[Dicionário particular III]
‘v’ de Venezuela – onde estava Deus quando a terra tremeu?Perante as imagens de devastação de um país como a Venezuela, que já enfrentava uma profunda crise económica, social e política que afetava seriamente os cidadãos e os serviços básicos, é difícil não cair na tentação de pensar num abandono divino. Aqui e ali, surge a inquietação: “Porquê, meu Deus?”; “Então, e Deus, estava onde?”. [Texto de Júlia Costa]
[Dicionário particular III]
‘u’ de urgências – coreografia de uma esperaQuando se entra pelas portas automáticas de uma urgência hospitalar o tempo cronológico fica lá fora. Ali dentro, a medida é outra: é a da ansiedade, do compasso de espera e do sobressalto. Sentei-me numa das cadeiras azuis de plástico, geometricamente alinhadas, que parecem desenhadas para lembrar a nossa própria fragilidade. [Texto de Júlia Costa].
[Dicionário particular III]
‘t’ de trilionárioOs números são o meu dia-a-dia, mas tenho alguma dificuldade em processar números com demasiados zeros. Prefiro contagens simples como contar os dias que faltam para ir de férias. Sinto-me totalmente incapaz de alcançar a abstração vertiginosa de um trilião de euros, mas é isso que Elon Musk tem carimbado na testa desde que a SpaceX entrou na bolsa de valores. [Texto de Júlia Costa].
[Dicionário particular III]
‘s’ de sororidade – de mulher para irmã!Um destes dias, duas mulheres comentavam uma notícia sobre um caso de violência doméstica – em Portugal, a história repete-se quase 30 mil vezes por ano nas esquadras, com as mulheres a representarem mais de 75% das vítimas – e o veredicto da mesa foi rápido: “Mas se ela sabia com quem se tinha metido, demorou dez anos a fazer a mala porquê?”. [Texto de Júlia Costa].
[Lugar (in)comum]
“Não voltes ao lugar onde já foste feliz” novidadeO primeiro texto de Lugar (in)comum, a nova rubrica assinada por Júlia Costa. Porque as palavras que repetimos moldam a forma como pensamos. E levar os clichés demasiado a sério não é sabedoria — é uma preguiça mental que nos afasta do essencial.
[Dicionário particular III]
‘z’ de zombie – um olhar sem verbo (e pelo meio duas sugestões de leitura)“Olho em redor, não oiço conversas. Não vejo rostos, vejo nucas inclinadas sobre os ecrãs e olhares parados. As cidades são quase como um necrotério em movimento onde nos vamos cruzando sem nos tocarmos, nem olharmos, para não sentirmos as dores da rotina. Mas esta anestesia corta-nos a própria humanidade.” [Texto de Júlia Costa]
[Dicionário particular III]
‘x’ de xenofobia – entre o medo e o crimeConfundir racismo e xenofobia numa conversa de café parece inofensivo. No entanto, é uma ingenuidade perigosa e num país como Portugal, que gosta de se afirmar como “de brandos costumes”, esta confusão serve, demasiadas vezes, para varrer para debaixo do tapete a gravidade de atitudes que não são apenas preconceituosas e que são ilegais e criminosas. [Texto de Júlia Costa].
Evocação
Luís Represas: Há nomes que parecem predestinados“Há nomes que parecem predestinados, profecias registadas numa qualquer conservatória do registo civil. Luís Paulo Fontes Represas é um deles, uma biografia que parece ter sido escrita pela mecânica da água.” [Texto de Júlia Costa]
[Dicionário particular III]
‘v’ de Venezuela – onde estava Deus quando a terra tremeu?Perante as imagens de devastação de um país como a Venezuela, que já enfrentava uma profunda crise económica, social e política que afetava seriamente os cidadãos e os serviços básicos, é difícil não cair na tentação de pensar num abandono divino. Aqui e ali, surge a inquietação: “Porquê, meu Deus?”; “Então, e Deus, estava onde?”. [Texto de Júlia Costa]
[Dicionário particular III]
‘u’ de urgências – coreografia de uma esperaQuando se entra pelas portas automáticas de uma urgência hospitalar o tempo cronológico fica lá fora. Ali dentro, a medida é outra: é a da ansiedade, do compasso de espera e do sobressalto. Sentei-me numa das cadeiras azuis de plástico, geometricamente alinhadas, que parecem desenhadas para lembrar a nossa própria fragilidade. [Texto de Júlia Costa].
[Dicionário particular III]
‘t’ de trilionárioOs números são o meu dia-a-dia, mas tenho alguma dificuldade em processar números com demasiados zeros. Prefiro contagens simples como contar os dias que faltam para ir de férias. Sinto-me totalmente incapaz de alcançar a abstração vertiginosa de um trilião de euros, mas é isso que Elon Musk tem carimbado na testa desde que a SpaceX entrou na bolsa de valores. [Texto de Júlia Costa].
[Dicionário particular III]
‘s’ de sororidade – de mulher para irmã!Um destes dias, duas mulheres comentavam uma notícia sobre um caso de violência doméstica – em Portugal, a história repete-se quase 30 mil vezes por ano nas esquadras, com as mulheres a representarem mais de 75% das vítimas – e o veredicto da mesa foi rápido: “Mas se ela sabia com quem se tinha metido, demorou dez anos a fazer a mala porquê?”. [Texto de Júlia Costa].
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“Não voltes ao lugar onde já foste feliz” novidadeO primeiro texto de Lugar (in)comum, a nova rubrica assinada por Júlia Costa. Porque as palavras que repetimos moldam a forma como pensamos. E levar os clichés demasiado a sério não é sabedoria — é uma preguiça mental que nos afasta do essencial.
Parceria com Movimento Laudato Si'
Da JMJ Lisboa à JMJ Seul: campanha mundial desafia jovens a plantar árvores novidadeA Jornada Mundial da Juventude Seul 2027 e o Movimento Laudato Si’ lançaram uma campanha mundial de plantação de árvores que pretende dar continuidade ao compromisso ambiental assumido na JMJ Lisboa 2023. A iniciativa decorre até à próxima jornada internacional e já contabiliza mais de 12 400 árvores plantadas.
[Entre Margens]
Tudo é para sempre novidadeFriedrich Nietzsche, na sua famosa teoria do eterno retorno, propôs que a existência de cada indivíduo se repete infinitamente até à eternidade. De facto, se concebermos o universo como infinito no tempo, é inevitável que concluamos que, o que quer que tenha alguma probabilidade de acontecer, mesmo a mais ínfima, não só já aconteceu infinitas vezes no passado como ocorrerá infinitas vezes no futuro. [Texto de Rúben Azevedo].
Alemanha
Eleições na Saxónia-Anhalt: um terço dos católicos votou na extrema-direita novidadeUm terço dos eleitores protestantes e outro tanto dos eleitores católicos do Estado Saxónia-Anhalt (Alemanha) votaram no partido xenófobo de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), contribuindo para a sua vitória (43,8%) nas eleições de domingo, 6 de setembro.
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