A ideia da recristianização tem sido tomada como chave de leitura de muitas narrativas religiosas da actualidade. Mas o que falamos quando falamos de recristianização? Porque é que a retórica da recristianização se estrutura e ganha balanço num contexto de maior efervescência da identidade nacional? Porque corresponde esse paradigma a um modelo em que o religioso se estrutura em oposição à pluralidade? A recomposição do cristianismo contemporâneo decorre da fragmentação do mesmo paradigma da recristianização a favor da autonomização do temporal face ao espiritual, da diversificação religiosa e política dentro do próprio universo cristão, e de uma cultura de diálogo entre crentes e não-crentes. Pistas para um debate.








