Uma esmagadora maioria (76%) dos canadianos olha para Jesus como alguém amoroso e altruísta. Já quanto ao cristianismo, 64 por cento consideram-na uma religião julgadora, controladora (57%) e uma fonte de disputas e divisões (62%).
De acordo com uma sondagem realizada pelo Angus Reid Group e divulgada no início de novembro, quase dois terços (64%) dos canadianos consideram-se “espirituais”, ainda que à sua própria maneira, enquanto um pouco mais de metade (56%) mostram-se recetivos a experiências espirituais ou transcendentes.
Cerca de 70 por cento dos adultos buscam ativamente compreender e conversar sobre temas como sentido, propósito, crenças e espiritualidade — ou refletem e falam frequentemente sobre esses assuntos. Tais dados, escreve o Christian Today, “sugerem que o distanciamento [da população em relação] às instituições religiosas não indica, necessariamente, uma falta de interesse pela fé”.
De acordo com o censo de 2021, numa população de 42 milhões, metade (53,3 %) dizia-se cristã (20 anos antes eram 77,1%). Os católicos representavam, em 2021, 40 por cento da população.
Entre as questões que mais preocupam os entrevistados estão estas: tudo vai terminar bem? (52%); o que me traria uma felicidade genuína? (51%); e o que acontece após a morte? (43%). Por outro lado, mais de dois terços dos participantes também acreditam que a sociedade canadiana carece de um senso comum de sentido e propósito que seja capaz de unir as pessoas.
Apesar disso, cerca de três quartos dos não cristãos não veem interesse “em explorar o cristianismo de qualquer forma”, enquanto aproximadamente metade disse sentir-se desconfortável quando as pessoas falam abertamente sobre a sua fé. Uma das razões para tal desinteresse pode estar relacionada com o facto de muitos não cristãos acreditarem que, historicamente, a religião “tem sido usada para controlar ou prejudicar as pessoas”.
Estas opiniões parecem fundamentadas, na medida em que entre os não cristãos mais de oito em cada dez (81%) relataram ter no seu círculo social pelo menos um cristão praticante, enquanto dois em cada três (67%) disseram já ter conversado sobre fé com um cristão que frequenta a igreja. Quase metade dos entrevistados não cristãos que conversaram sobre fé com um cristão praticante descreveu a conversa mais recente como respeitosa, enquanto cerca de um terço a considerou uma experiência pessoal interessante e outro terço recorda-a como algo que soou como um “sermão”, ou uma tentativa de imposição.
Nesta sondagem foram considerados cristãos praticantes aqueles que frequentam a igreja pelo menos uma vez por mês e que oram ou leem a Bíblia pelo menos uma vez por semana. Menos de um terço dos cristãos praticantes disseram que sentiam confiança para falar com outras pessoas sobre as suas crenças cristãs.










