O custo de vida, a inflação e o desemprego são os temas que a maioria dos católicos dos EUA valorizam na hora de escolher os candidatos nas várias eleições que terão lugar no próximo dia 3 de novembro. Para os inquiridos numa sondagem realizada pelo Centro de Pesquisa Aplicada ao Apostolado (CARA, na sigla em inglês) da Universidade de Georgetown, estes temas são mais importantes do que as questões relacionadas com o direito à vida.
A revelação foi feita por Mark Gray, diretor do CARA – instituto de pesquisa católico que conduz inquéritos, estudos demográficos e sondagens em ciências sociais sobre a Igreja Católica —, à estação de televisão EWTN. Gray acrescentou que, embora os entrevistados indicassem o matrimónio como o assunto mais importante relacionado com a Igreja, à frente das questões ligadas à vida, as preocupações económicas, incluindo o desemprego, surgiram numa posição de ainda maior destaque.
“Questionámos os entrevistados sobre a importância dos ensinamentos da Igreja. E as questões relacionadas à vida são, certamente, importantes, mas a justiça económica também está na agenda. E no momento atual, ela está, inclusive, por cima das questões relacionadas com a vida” – disse Gray na entrevista de 19 de outubro.
Para o diretor do CARA, o voto católico será especialmente “importante” nos Estados do Centro-Oeste, na Flórida e, em menor grau, no Texas. A sondagem do instituto permitiu também perceber, segundo se lê no jornal Catholic World Report que “os jovens eleitores parecem estar bastante interessados” na participação eleitoral.
Os dados do relatório do CARA surgem após uma sondagem do Pew Research Center [ver 7MARGENS] revelar que nas próximas eleições de 3 de novembro para a Câmara dos Representantes dos EUA os eleitores católicos registados preferem, por uma estreita margem de três pontos percentuais, candidatos democratas aos republicanos.
A sondagem mostrava também que o índice de aprovação do Presidente Donald Trump caiu verticalmente entre os católicos desde o início de seu segundo mandato. Hoje, apenas 30 por cento dos católicos aprovam a sua atuação, enquanto 67 por cento a desaprovam. Em janeiro de 2025, no início do seu segundo mandato, a taxa de aprovação do Presidente entre os católicos era de 47 por cento.










