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Nidal Hasan, pena de morte, execução, fuzilamento
Nidal Hasan, major e antigo médico psiquiatra do Exército dos Estados Unidos, condenado à morte por matar 13 pessoas e ferir outras 32 na base de Fort Hood, no Texas, em 2009. Foto não datada cedida aos média pelo Departamento do Xerife de Bell County

Execução de Nidal Hasan

Trump anunciou que já não haverá fuzilamento em directo

| 16/10/2026

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o Departamento de Defesa (ou da Guerra, como ele o renomeou) já não transmitirá em directo o fuzilamento de Nidal Malik Hasan, o militar de Fort Hood (Texas) que em 5 de novembro de 2009 matou 13 camaradas de armas, alegando que queria evitar que fossem para o Afeganistão combater contra os seus irmãos muçulmanos.

Depois de anunciada a intenção de transmitir em directo a execução do ex-major, a decisão foi vivamente criticada quer por políticos democratas e republicanos (do partido de Trump), quer por líderes religiosos, como o 7MARGENS noticiou.

O próprio vice-presidente J.D. Vance, que se afirma como católico, afirmou a jornalistas que, se tal acontecesse, ele não iria ver. Mas vários bispos reagiram com veemência à decisão de Trump. O presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos condenou a decisão de transmitir a execução em directo: o arcebispo Paul S. Coakley disse que tal seria “uma promoção bárbara de uma cultura da morte e deve ser reconsiderada”.

Nesta quinta-feira, 15, ao anunciar a reversão da medida, Trump ainda escreveu nas redes sociais que a transmissão pública da execução “poderia ter sido um forte elemento dissuasor para o mundo, ao testemunhar como os Estados Unidos lidam com terroristas e escória como Hasan”.

Mas, acrescentou, citado no Crux, “muitas pessoas muito boas e bem-intencionadas preferem não vê-lo morrer, seja através de transmissão em directo, seja através de qualquer outro meio visual”. E por isso tal já não acontecerá, mas os familiares directos das vítimas podem assistir presencialmente, “se assim o desejarem”, acrescentou Trump. A morte por fuzilamento de Nidal Hasan está marcada para 3 de Dezembro.

Tinha sido o secretário da Defesa, Pete Hegseth, a anunciar no início do mês que a execução de Hasan seria pública, tendo depois o seu departamento confirmado que seria transmitida em directo. Muitos dos que criticaram a decisão, recorda o Crux, afirmaram que as imagens poderiam ser utilizadas para alimentar a radicalização.

Agora, o porta-voz principal do Pentágono, Sean Parnell, ainda segundo a mesma fonte, afirmou que Trump e Hegseth discutiram o abandono dos planos de transmissão em directo e só depois é que Trump o anunciou nas redes sociais. De qualquer modo, “o secretário apoia a decisão do Presidente, e ambos estão totalmente alinhados”, acrescentou o porta-voz.

Nos EUA, já não havia uma execução de qualquer militar por fuzilamento desde a Segunda Guerra Mundial. A última execução militar ocorreu a 13 de abril de 1961, quando o soldado do Exército John Bennett foi morto por enforcamento.

 

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