Com o consistório do passado sábado, 28 de novembro, o número de presenças no colégio cardinalício subiu para 229. Mas, durante os primeiros séculos de existência, esta instituição com 900 anos de história era limitada a apenas 30 cardeais. Naquele que foi o sétimo consistório presidido pelo Papa Francisco, a pandemia impediu que se realizassem as habituais visitas de cortesia nas salas do Palácio Apostólico e do auditório Paulo VI, mas não a visita ao Papa emérito Bento XVI, como se pode ver no vídeo seguinte:
Com este sétimo consistório por si presidido, o Papa Francisco já nomeou um total de 101 cardeais, 73 dos quais têm neste momento direito a voto num eventual conclave. Pela primeira vez, como recorda o Vatican News, Brunei e Ruanda são países com um cardeal integrante do Colégio. Mas nas nomeações feitas por Francisco desde 2013, há outros nomes que, pela primeira vez, trouxeram para o Colégio Cardinalício países como a República Centro-Africana, Haiti, República Dominicana, Myanmar (Birmânia), Panamá, Cabo Verde, Tonga, Bangladesh, Papua-Nova Guiné, Malásia, Lesoto, Mali, Suécia, Laos, El Salvador e Luxemburgo.
Também pela primeira vez, o papa nomeou, neste consistório, o primeiro cardeal afro-americano dos EUA, o metropolita de Washington, Wilton Gregory, bem como o primeiro nascido após o Concílio Vaticano II (o centro-africano Dieudonné Nzapalainga, nascido em 1967), e o primeiro que passou a professar o catolicismo desde os tempos de Jean-Marie Lustiger (o bispo de Estocolmo, Anders Arborelius, luterano de nascimento).
A geografia do colégio é, por isso, cada vez mais alargada, confirmando também as opções e as decisões de Francisco: há agora 90 países representados, incluindo a Alabânia ou o Vietname. Os italianos (47) ainda são os mais numerosos, seguidos dos norte-americanos (15) e dos espanhóis (14). A Europa conta 106 cardeais, incluindo eleitores e não-eleitores, a África com 30, a Ásia 27. Na América do Norte são 26, 25 na América do Sul e 9 na América Central, enquanto a Oceania tem seis.
Portugal tem cinco cardeais, três dos quais com direito a voto num eventual conclave: o patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, o bispo de Leiria-Fátima, António Marto, e o bibliotecário da Santa Sé, José Tolentino Mendonça.










